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A maior maratona cultural de São Paulo está prestes a celebrar duas décadas de existência. Nos dias 24 e 25 de maio, a Virada Cultural 2025 ocupará diversos pontos da capital paulista com uma programação que promete agradar os mais variados gostos. O evento, que se consolidou como vitrine da diversidade artística brasileira, contará com mais de mil apresentações distribuídas em 21 palcos espalhados por todas as regiões da cidade, reunindo desde artistas consagrados até novos talentos da cena cultural.

Entre os destaques da programação está D'black, @viniciusdblack que se apresentará no domingo no palco da Casa de Cultura Tremembé, localizada na Rua Maria Amália Lopes Azevedo, 190, na Zona Norte. O artista levará seu repertório de sucessos tanto para a periferia sul quanto para o público da região norte, demonstrando o caráter descentralizado da Virada. Além dele, outros grandes nomes como Luísa Sonza, João Gomes, Liniker, Alceu Valença, Péricles, Michel Teló e Sepultura estão confirmados na programação oficial divulgada pela Prefeitura de São Paulo.
A diversidade musical reflete a proposta inclusiva do evento, que abrange diferentes gêneros e públicos. O mesmo palco que receberá D'black também contará com a apresentação de Eduardo Taddeo, ex-integrante dos Racionais MC's, fortalecendo a presença do rap e da música negra nesta edição comemorativa. Na Casa de Cultura Tremembé, além das apresentações musicais, o público poderá conferir a atração "A Vovó Tá On!", uma iniciativa que valoriza a participação da terceira idade nas expressões culturais contemporâneas.

Para esta edição especial, a Prefeitura anunciou um investimento inicial de R$ 54 milhões, com previsão de suplementação pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa para atingir os mesmos R$ 59,8 milhões aplicados em 2024. Mesmo com as limitações orçamentárias, a organização garante que não haverá comprometimento na qualidade das atrações. Além dos palcos tradicionais, espaços independentes como Reserva Cultural, Grupo Tokyo, Galeria Metrópole e Cineclube Cortina também integrarão a programação, ampliando o alcance do evento.

"A Virada Cultural é muito mais que shows musicais. Queremos oferecer uma experiência completa que valorize todas as expressões artísticas", afirma a organização do evento. A proposta é surpreender o público com atrações que vão desde piano na praça, projeções visuais e mágicos até cortejos de rua, bailes populares, rodas de conversa e flash mobs. Essa variedade busca unir tradição e inovação artística, estimulando o encontro de diferentes manifestações culturais em um mesmo espaço democrático e acessível.

A segurança será um ponto de atenção especial nesta edição. Replicando o modelo adotado durante o carnaval paulistano, a Prefeitura mobilizará 9.900 agentes, sendo 4.200 policiais militares, 1.900 guardas civis metropolitanos e 3.860 seguranças privados. Todos os 21 palcos contarão com controle de acesso e revista, com proibição de objetos cortantes, perfurantes, recipientes de vidro, armas brancas ou de fogo e fogos de artifício. O sistema de monitoramento incluirá aproximadamente 25 mil câmeras do programa Smart Sampa, que utiliza tecnologia de reconhecimento facial para identificar foragidos da Justiça.

Este último aspecto tem gerado debates sobre privacidade e liberdade de expressão. Durante o carnaval, o núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública chegou a solicitar a suspensão do uso das câmeras, argumentando que a medida poderia comprometer o direito de livre manifestação dos foliões. Para a Virada Cultural, a questão permanece sensível, especialmente considerando o caráter democrático e popular do evento que, há duas décadas, transformou a relação dos paulistanos com os espaços públicos da cidade.
A pluralidade de atrações e locais demonstra o compromisso da Virada em descentralizar a cultura e levar arte de qualidade a todas as regiões da metrópole, consolidando-se como um patrimônio imaterial da cidade de São Paulo em seus 20 anos de existência.

Por Robson Talber @robsontalber fotos Léo Oliveira
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