De 'trepadinha' a defesa de escravocratas: Eduardo Paes UM PREFEITO ACIMA DA LEI

Polêmicas, declarações controversas e acusações de autoritarismo marcam a gestão do alcaide carioca

De 'trepadinha' a defesa de escravocratas: Eduardo Paes UM PREFEITO ACIMA DA LEI

Eduardo Paes: o prefeito que governa sem limites no Rio de Janeiro

Eduardo da Costa Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, tem construído uma trajetória política marcada por controvérsias, declarações polêmicas e um estilo de governança que seus críticos classificam como autoritário. Ao longo de seus mandatos, o político tem protagonizado episódios que geram debates sobre os limites do poder municipal e o respeito às instituições democráticas.

Declarações controversas que geram indignação

No seu discurso de inauguração da UTI do Hospital Federal Cardoso Fontes Eduardo Paes afirmou ao Presodente Lula na frente de rodos que ser prefeito do Rio e mais importate que ser Presidente do Brasil, e que um dia Lula seria prefeito do Rio e veria, causando constrangimento a todos presentes.

Em outro dos episódios mais emblemáticos da gestão Paes ocorreu em 2016, durante a entrega de apartamentos a famílias de baixa renda no Morro da Babilônia. O prefeito foi gravado fazendo uma declaração inadequada a uma beneficiária, sugerindo que ela poderia "trepar muito" em sua nova casa. A fala foi amplamente criticada por sua falta de sensibilidade e inadequação ao momento solene da cerimônia.

Anos depois, durante as fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro, Paes novamente gerou polêmica ao culpabilizar a população pelos problemas causados pelo temporal, chegando a usar termos depreciativos contra os cidadãos. A postura foi vista como uma tentativa de transferir responsabilidades que cabiam à administração municipal.

Comportamento questionável em eventos públicos

Durante o Carnaval, o prefeito protagonizou outro episódio controverso ao fazer gestos que simulavam deficiência visual diante das câmeras, em uma atitude considerada desrespeitosa pela comunidade de pessoas com deficiência. O comportamento foi interpretado como uma demonstração de insensibilidade e falta de empatia com os mais de 480 mil fluminenses vulneráveis.

Além disso, Paes tem o hábito de fazer comentários depreciativos sobre outros municípios. Maricá, por exemplo, já foi alvo de suas "piadas de mau gosto", sendo usada como sinônimo de lugar indesejável para se viver, demonstrando desrespeito com outras administrações municipais.

"O senhor é uma alma de pobre. Eu, todo mundo que fala aqui no meio, eu falo o seguinte: imagina se fosse aqui no Rio esse sítio dele, não é em Petrópolis, não é em Itaipava. É como se fosse em Maricá. É uma m* de lugar p*!" "

Embates políticos e acusações de corrupção

Recentemente, o ex-governador Anthony Garotinho fez acusações graves contra Eduardo Paes, relacionando-o à imagem de Sérgio Cabral, ex-governador condenado por corrupção. Em dezembro de 2025, Garotinho acusou Paes de fraudar licitações relacionadas à administração de cemitérios municipais, envolvendo a concessionária Rio Pax e o banco BTG Pactual, do qual o irmão de Paes, Guilherme, é sócio. 

Garotinho também narrou  e mostrou em seu poscast como foi a escolha de Cabral em Paris 'na famosa 'Farra dos Guardanapos' onde Cabral lançou um dos anfitriões da festa Eduardo Paes como seu candidato a Prefeito do Rio de Janeiro.

A resposta do prefeito foi característica de seu temperamento explosivo: chamou Garotinho de "vagabundo presidiário" e anunciou medidas legais contra o ex-governador. O episódio ilustra o padrão de comportamento de Paes diante de críticas e acusações, sempre respondendo de forma agressiva e desqualificando seus opositores.

Relação controversa com a memória histórica

Em janeiro de 2025, Paes revogou uma lei que proibia homenagens a escravocratas, eugenistas e violadoras dos direitos humanos na cidade do Rio de Janeiro. (Lei nº 8.780) 

A decisão gerou intensos debates sobre a preservação da memória histórica e o respeito aos direitos humanos, sendo vista por movimentos sociais como um retrocesso nas políticas de reparação histórica.

Poder concentrado e oposição fragilizada

Críticos apontam que Paes conseguiu concentrar poder de forma inédita no município carioca, com o Judiciário, partidos políticos e a Câmara de Vereadores aparentemente alinhados com seus projetos. Seus principais oponentes políticos, incluindo Wilson Witzel, Marcelo Crivella e Rodrigo Bacellar, enfrentaram sérios problemas judiciais ou políticos que os afastaram do cenário de poder.

Recentemente tentou impor a PF sua forma de armar a Guarda Municipal porém a firmeza da PF impós Paes voltar atrás e passar o.mês inteiro fazendo arranjos na Lei que ele mesmo criou para cumprir as exigências da IN 310 da Polícia Federal.

Essa concentração de poder permite que o prefeito governe praticamente por decreto, implementando suas políticas sem enfrentar resistência significativa das instituições de controle. A situação gera preocupações sobre o equilíbrio democrático no município.

Estilo de liderança autoritário

O comportamento de Eduardo Paes tem sido caracterizado por analistas políticos como autoritário e personalista. Sua tendência a desqualificar opositores, fazer declarações polêmicas e concentrar poder em suas mãos reflete um estilo de governança que prioriza a imposição de sua vontade sobre o diálogo democrático.

A forma como trata críticos e adversários, sempre com desprezo e agressividade, demonstra uma postura incompatível com os princípios democráticos de respeito às divergências e ao debate público civilizado.

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Fontes: O Globo, BNews, UOL

 

Por Ultima Hora em 25/02/2026
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