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O domingo (19) ficará marcado duas vezes no calendário do futebol espanhol. Na final da Copa do Mundo de 2026, a Espanha derrotou a Argentina por 1 a 0, gol de Ferran Torres na prorrogação, e faturou seu segundo título mundial — o primeiro foi em 2010, na África do Sul. Só que o troféu foi apenas metade da festa: com o resultado, a equipe de Luis de la Fuente também bateu o recorde histórico de invencibilidade do futebol de seleções, ao completar 38 partidas sem perder.
Um recorde que nasceu de uma derrota
Até então, a marca pertencia à Itália, que ficou 37 jogos sem perder entre 2018 e 2021. A Espanha já havia igualado esse número na semifinal, contra a França, e só precisava não perder a decisão para superá-lo. Venceu — e isolou-se de vez no topo do ranking.
A curiosidade é que essa sequência começou logo depois de uma derrota. Em março de 2024, a Espanha caiu por 1 a 0 diante da Colômbia, em amistoso disputado em Londres. Quatro dias depois, veio o primeiro resultado positivo da série: um 3 a 3 contra o Brasil, na estreia de Dorival Júnior à frente da Seleção Brasileira. De lá pra cá, foram 29 vitórias e 9 empates.
Uma defesa quase intransponível
Os números impressionam: em 38 jogos, a Espanha sofreu apenas 28 gols, contra 95 marcados. O passeio mais amplo do período foi o 6 a 0 aplicado sobre a Turquia, nas Eliminatórias, enquanto o duelo mais movimentado da sequência foi um 5 a 4 sobre a França, pela Liga das Nações.
Há um detalhe estatístico por trás da continuidade da série: disputas de pênaltis não contam como derrota para fins de invencibilidade — vale apenas o placar dos 90 (ou 120) minutos. Foi assim que a queda nos pênaltis diante de Portugal, na final da Liga das Nações de 2025, entrou para a história como um empate por 2 a 2, e não como uma derrota.
Uma Copa quase impecável
No Mundial deste ano, a Espanha só não venceu na estreia, quando ficou no 0 a 0 com Cabo Verde. A partir daí, os números foram avassaladores: triunfos sobre Arábia Saudita, Uruguai, Áustria e Portugal sem sofrer gols, 2 a 1 sobre a Bélgica, eliminação da França na semifinal e, por fim, o título sobre a Argentina. Ao todo, foram 14 gols marcados e apenas 1 sofrido em todo o torneio.
Onde a Espanha entra na história
Campeã e recordista no mesmo domingo, a Espanha de Luis de la Fuente consolida uma das gerações mais vitoriosas já vistas em uma seleção — com nomes como Lamine Yamal e Nico Williams ainda no início de carreira.
Por Jéssica Lemos
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