Delegado Felipe Curi avalia impacto de decisão americana sobre o PCC e CV e projeta combate ao terrorismo e asfixia financeira no Rio

Ex-secretário destaca impacto da classificação de facções como grupos terroristas e legado de inteligência policial

Cooperação internacional e combate ao terrorismo

A recente decisão do governo dos Estados Unidos, oficializada em 5 de junho de 2026, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, altera o patamar do combate ao crime no Rio de Janeiro. Para o delegado Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil, a medida valida relatórios de inteligência produzidos em sua gestão, que já apontavam conexões entre facções brasileiras e grupos como Al-Qaeda e Hezbollah.

O reconhecimento internacional facilita a cooperação direta com agências americanas, permitindo maior agilidade no rastreio de ativos enviados ao exterior e no desmonte de esquemas de lavagem de dinheiro. A nova classificação jurídica permite que o sistema financeiro global bloqueie contas e ativos com maior rapidez, atacando o suporte logístico que sustenta o tráfico de armas e drogas em território fluminense.

Asfixia financeira e operações de impacto

Durante sua administração, a Polícia Civil solicitou o bloqueio de mais de R$ 1 bilhão em bens e valores vinculados ao Comando Vermelho, focando na desestruturação econômica do crime organizado. Curi consolidou operações contínuas como a Torniquete, Rastreio e Caminhos do Cobre, além da Operação Contenção, voltada para impedir a expansão territorial de grupos criminosos em áreas críticas do estado.

Em outubro de 2025, a Operação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha mobilizou 2 mil agentes, resultando em 113 prisões e um balanço de 122 mortos, sendo considerada a maior ação policial do mundo. A estratégia visava não apenas a prisão de lideranças, mas a interrupção de fluxos financeiros que alimentam a compra de armamento de guerra e o financiamento de disputas territoriais.

Tecnologia e modernização investigativa

O legado tecnológico deixado pelo delegado inclui a implementação de softwares avançados de investigação e o fortalecimento do reconhecimento facial, amparado pela Resolução Sepol 900/2026. O sistema utiliza um banco de dados com 49 mil mandados de prisão ativos, permitindo identificações em tempo real e aumentando a eficácia das capturas sem a necessidade de confrontos em áreas densamente povoadas.

Além da tecnologia, a gestão foi marcada pelo reforço do capital humano, com a entrada de 3 mil novos policiais civis, garantindo a continuidade de investigações complexas e o atendimento à população. O investimento em inteligência permitiu que a polícia civil fluminense alcançasse índices históricos de produtividade, reduzindo a dependência de incursões puramente reativas e priorizando o planejamento estratégico.

Trajetória no front e combate às milícias

Com perfil operacional, Felipe Curi foi o primeiro titular da 45ª DP, no Complexo do Alemão, em 2013, marcando a presença do Estado em territórios historicamente dominados pelo tráfico. Em agosto de 2016, durante uma incursão no mesmo complexo, o delegado foi baleado no ombro por um tiro de fuzil, sobrevivendo graças ao equipamento de proteção e ao rápido socorro de sua equipe.

Sua atuação contra as milícias culminou na morte de Wellington da Silva Braga, o Ecko, em junho de 2021, após uma operação planejada por Curi que desarticulou a maior estrutura paramilitar da Zona Oeste. Ecko foi capturado na comunidade Três Pontes, em Paciência, e faleceu durante o transporte para o hospital, encerrando um ciclo de expansão das milícias que ameaçava a estabilidade política do Rio.

Cenário político e perspectivas para 2026

Diante do cenário eleitoral de 2026, a segurança pública consolida-se como a pauta central, e o nome de Felipe Curi surge como uma das principais apostas para o Legislativo federal ou o Senado. O delegado defende que o eleitor deve priorizar candidatos com conhecimento técnico comprovado, alertando contra discursos populistas que não apresentam soluções estruturais para a crise de segurança que afeta o país.

Fora das operações, Curi mantém um perfil discreto, sendo conhecido pelo gosto por heavy metal e pela admiração por Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, com quem registrou encontro em abril de 2023. Sua pré-candidatura foca na exportação do modelo de inteligência e asfixia financeira para o âmbito nacional, buscando reformar o pacto federativo e garantir recursos permanentes para as polícias estaduais.

Bio 

Felipe Curi é delegado de primeira classe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, com uma carreira forjada na linha de frente e na inteligência estratégica. Ex-secretário de Estado, destacou-se pela modernização tecnológica da instituição e pelo combate rigoroso às facções e milícias. Sua trajetória é marcada pela coragem pessoal, tendo sido ferido em combate, e pela capacidade de gestão técnica, sendo respeitado tanto pela tropa quanto por órgãos internacionais de segurança.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

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Fonte: Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol-RJ); Departamento de Estado dos Estados Unidos; Monitor da Violência (G1); Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro; Relatórios de Inteligência da Operação Contenção; Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

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Por Ultima Hora em 11/06/2026
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