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O sexto dia do julgamento de Sean Combs, conhecido mundialmente como P. Diddy, foi marcado por declarações impactantes e revelações sobre episódios de violência, intimidação e extorsão. O processo, que corre em um tribunal federal, envolve acusações graves como tráfico sexual, coerção e outros crimes associados à conduta do empresário e artista.
A primeira a depor nesta etapa foi Dawn Richard, ex-integrante do grupo Danity Kane. Em seu testemunho, ela reforçou as acusações de extorsão contra o magnata do hip hop, afirmando que ele teria ameaçado matar pessoas que não cumprissem suas ordens. Questionada pela defesa, Dawn admitiu não ter visto Combs com armas nem envolvido diretamente com drogas, embora tenha reiterado que presenciou comportamentos intimidadoras por parte dele no passado.
Na sequência, quem subiu ao banco das testemunhas foi Kerry Morgan, ex-amiga da cantora Cassie Ventura — ex-namorada de Diddy. Kerry relatou ter presenciado agressões físicas contra Cassie durante o relacionamento que durou uma década. Segundo ela, o próprio comportamento controlador e os ciúmes de Combs também a tornaram alvo de violência. Um dos episódios mencionados envolveu o desconforto do rapper ao ver Cassie conversando com o ator Michael B. Jordan, mesmo durante o período em que estavam separados.
O último a prestar depoimento no dia foi David James, que trabalhou como assistente pessoal do artista. Ele declarou que Cassie Ventura “não conseguia sair” da relação com o empresário, sugerindo um ciclo de dependência e controle, embora sem entrar em detalhes sobre os motivos.
Apesar dos relatos sobre agressões, os representantes legais de Sean Combs preferiram não comentar publicamente os depoimentos. É importante destacar que, neste processo, o artista ainda não responde formalmente por violência doméstica, embora o tema tenha permeado diversos testemunhos.
O julgamento segue nesta terça-feira com o aguardado depoimento da mãe de Cassie Ventura, além de outras testemunhas convocadas pelos promotores. A acusação terá até oito semanas para apresentar um caso robusto contra o fundador da gravadora Bad Boy Records, cuja carreira de décadas agora se vê ofuscada por uma série de denúncias explosivas.
A expectativa é de que os próximos dias revelem ainda mais detalhes sobre o funcionamento interno do círculo de confiança de Diddy e sobre a extensão dos abusos que teriam sido cometidos ao longo dos anos.
Fonte: Uol
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