Deputado Renan Jordy apresenta outra versão sobre morte de Herus em festa junina

Parlamentar contesta narrativa oficial e exibe fotos que, segundo ele, mostrariam vítima em local conhecido por tráfico de drogas

"Não foi em festa junina": deputado apresenta outra versão sobre morte de Herus

O deputado estadual Renan Jordy trouxe à tona informações controversas sobre o caso da morte de Herus Guimarães, apresentando em plenário o que ele chama de "o outro lado da história". Em pronunciamento inflamado na Assembleia Legislativa, Jordy contestou a versão de que a vítima teria sido morta durante uma operação policial em uma festa junina.

"A Polícia Militar não fez operação em festa junina. Não existem relatos nem fotos da Polícia Militar e do BOP dentro da festa junina. A polícia militar e o BOP estavam no bequinho lá da Rua Maro, onde todos conhecem, exatamente no mesmo lugar que o senhor Herus tinha costume de frequentar", declarou o deputado.

Exibindo imagens durante seu discurso, Jordy afirmou que o local onde Herus foi morto seria conhecido como ponto de venda de drogas, e não uma área de festividades. "A mãe dele disse que ele saiu de casa para comer um hambúrguer nesse bequinho aqui. Não tem banca de hambúrguer, tem banca de cocaína, tem banca de criminoso", alegou o parlamentar.

Operação policial baseada em trabalho de inteligência, segundo deputado

De acordo com Jordy, a operação realizada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) estava fundamentada em trabalho de inteligência sobre conflitos entre facções criminosas na região.

"O BOPE, comandado pelo honroso coronel de polícia militar Coronel Aristeu, [atuou] sobre um trabalho de inteligência: Comando Vermelho contra TCP, Morro do Fubá, Pedreira, Bacia do Éden, tentando contra o Buraco do Boi, Grão Pará contra o Danon. Isso tudo CV contra TCP", explicou o deputado, defendendo que a ação policial "foi feita de forma profícua, eficiente e capaz".

Questionamentos sobre os feridos

O deputado também levantou dúvidas sobre os relatos de outras pessoas feridas durante o incidente. "Quero mostrar aqui quem são os cinco baleados. Foram no hospital e, quando a polícia chega lá, não tinha um exame de corpo de delito, não tinha um registro policial, não tinha nada, já tinham ido embora", afirmou.

Caso divide opiniões

O caso Herus tem gerado intenso debate sobre a atuação policial em comunidades. Enquanto familiares e ativistas afirmam que a vítima era um trabalhador inocente que foi morto durante uma festa junina, o deputado Jordy apresenta uma narrativa completamente diferente, sugerindo possíveis conexões da vítima com atividades ilícitas.

"O caso Herus escancara, mais uma vez, o quanto é difícil ser policial no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro. A esquerda costuma transformar a morte de criminosos, tratados como 'vítimas da sociedade', em palanque político, enquanto demoniza nossas forças de segurança, que arriscam a vida todos os dias para proteger a população", afirmou o deputado em suas redes sociais após o pronunciamento.

A controvérsia em torno do caso continua, com investigações oficiais ainda em andamento para apurar as circunstâncias exatas da morte de Herus Guimarães.

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Por Ultima Hora em 11/06/2025
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