Eduardo Miguez destaca investimentos em infraestrutura portuária no Rio+Agro 2025

Superintendente da PortosRio revela projetos de dragagem e modernização para competir com maiores portos da América do Sul

Durante o Rio+Agro 2025, realizado no Riocentro, Eduardo Miguez, superintendente da PortosRio, destacou os investimentos estratégicos em infraestrutura portuária que posicionam os portos fluminenses entre os maiores da América do Sul.

Como um dos patrocinadores masters do evento, a PortosRio reforça seu compromisso com o escoamento da produção agropecuária das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

A PortosRio é a autoridade portuária responsável pela gestão dos portos públicos do estado do Rio de Janeiro, incluindo o Porto do Rio de Janeiro, Porto de Itaguaí, Porto de Angra dos Reis, Porto do Forno e Porto de Niterói. Miguez enfatizou que a participação no Rio+Agro 2025 visa divulgar as oportunidades oferecidas pelos portos, especialmente Itaguaí e Rio de Janeiro, como alternativa competitiva para o escoamento de cargas do agronegócio.

Durante a pandemia de COVID-19, os portos administrados pela PortosRio demonstraram sua importância estratégica para o abastecimento nacional. "Nossos portos não pararam um só instante na pandemia e tivemos uma movimentação ainda aumentada nesse período", revelou Miguez, destacando como as operações B2B aumentaram a demanda portuária, garantindo o abastecimento da população durante o período de quarentena.

Os investimentos em infraestrutura representam a principal estratégia da PortosRio para os próximos anos. Miguez anunciou projetos ambiciosos que incluem dragagem nos portos do Rio de Janeiro e Itaguaí, reforço de cais e implantação do sistema VTMS (Vessel Traffic Management System), que utilizará tecnologia de gerenciamento por satélite para melhorar a segurança das embarcações nas baías de Guanabara e Sepetiba.

O Porto de Itaguaí se destaca por sua capacidade excepcional, operando com calado superior a 17-18 metros de profundidade nos terminais de exportação de minério de ferro. Para o terminal de contêineres, o porto possui calado que permite a operação de navios New Panamax de 366 metros de comprimento, superando até mesmo a capacidade do Porto de Santos. "Hoje o Porto de Itaguaí tem essa capacidade e uma retroárea muito grande para atrair projetos industriais e operações portuárias para a região", destacou o superintendente.

Sobre as vantagens do modal marítimo, Miguez explicou que se caracteriza por ser um modal de grande escala com frete significativamente mais barato que o aéreo. "Se pensarmos em grande escala e valor do frete, a carga marítima é a melhor opção", afirmou, ressaltando ainda o compromisso crescente do setor com a sustentabilidade e redução de gases de efeito estufa.

O Porto do Rio de Janeiro possui características operacionais únicas, sendo responsável por 100% de todo o apoio offshore da camada pré-sal operada pela Petrobras e por todo o trigo que abastece o Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais. "Temos hoje uma variedade de cargas muito grande. Já temos agro no Porto do Rio de Janeiro", exemplificou Miguez, demonstrando a diversificação das operações portuárias.

A gestão dos ativos da PortosRio é realizada por meio de equipes operacionais locais em cada porto, coordenadas por uma matriz centralizada que identifica prioridades específicas para cada unidade. Esta estrutura permite otimizar investimentos conforme as particularidades de cada porto, desde o apoio offshore em Angra dos Reis e Niterói até a diversidade de cargas no Rio de Janeiro.

Um dos principais desafios identificados por Miguez é a questão tributária, que ainda causa perda de cargas para outros estados, especialmente Santa Catarina. "Não adianta ter infraestrutura de ponta, mas perder carga por questão tributária", alertou o superintendente, destacando que o governo do Rio de Janeiro já possui incentivos fiscais para tornar o estado mais competitivo.

Miguez projeta que, em 2 a 3 anos, com a reforma administrativa e resolução das questões tributárias, a logística poderá ser o fator determinante de competitividade, permitindo que os portos fluminenses tenham ainda mais destaque no cenário nacional. "Queremos que a questão tributária seja equânime para todos os estados", concluiu.

A participação da PortosRio como patrocinador master do Rio+Agro 2025 reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro, oferecendo infraestrutura portuária de classe mundial para o escoamento da produção nacional e recebimento de insumos essenciais para o setor.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

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Por Robson Talber

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Por Ultima Hora em 02/10/2025
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