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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), não poupou críticas à gestão anterior da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda-feira (2 de fevereiro). Em postagem nas redes sociais, Paes chamou os aliados do ex-presidente Rodrigo Bacellar (União Brasil) de "pitbulls tchutchucas" e acusou a antiga direção de atrasar por "birra" um acordo bilionário sobre ICMS.
A polêmica do acordo bilionário
O estopim para as declarações foi o anúncio da votação de um projeto que regulamenta o acordo para quitar uma dívida bilionária de ICMS do estado com a Prefeitura do Rio. O projeto, que acabou sendo retirado de pauta no mesmo dia, busca compensar valores não transferidos entre 1997 e 2024, com pagamento parcelado em 52 anos e correção pelo IPCA.
Como diz o ditado: "Casa de ferreiro, espeto de pau" - e parece que na política carioca não é diferente! Paes revelou que o acordo foi proposto pela prefeitura desde 2024, mas enfrentou resistência do comando anterior da Alerj. "Só para o devido registro histórico: acordo proposto pela Prefeitura do Rio desde 2024 e que, por pura birra do antigo comando da Alerj e seus pitbulls tchutchucas, não foi votado naquele mesmo ano", escreveu o prefeito.
STF teve que intervir
Segundo Paes, o governador Cláudio Castro (PL) só avançou com o acordo após pressão do Supremo Tribunal Federal. "O governador teve que ser ameaçado pelo STF para avançar com esse acordo 'Casas Bahia' proposto por nós e encaminhar esse projeto de lei", afirmou, fazendo uma comparação bem-humorada com a famosa rede de varejo.
Elogios à nova gestão
Contrastando com as críticas ao comando anterior, Paes elogiou o atual presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL). "Parabéns ao novo presidente Guilherme Delaroli por avançar de forma republicana e não perder tempo com os tchutchucas pitbull de seu antecessor", declarou.
O contexto político
Vale lembrar que Rodrigo Bacellar está afastado da presidência da Alerj por decisão do STF, no contexto de investigações em andamento. A mudança no comando da Assembleia parece ter desobstruído o caminho para discussões que estavam travadas.
A importância do acordo
O projeto em questão é crucial para as finanças municipais, estabelecendo a compensação do repasse de ICMS ao município do Rio referente a quase três décadas de valores não transferidos. A regulamentação prevê pagamento em 52 anos com correção pelo IPCA, representando uma solução para um impasse histórico.
Como bem disse o outro ditado: "Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura" - e parece que a persistência de Paes finalmente está surtindo efeito! A troca de comando na Alerj pode representar um novo capítulo nas relações entre os poderes no Rio de Janeiro.
Repercussão nas redes
A postagem de Paes gerou grande repercussão, especialmente pela linguagem descontraída e o uso da expressão "pitbulls tchutchucas", que rapidamente viralizou entre os usuários das redes sociais. A comparação com "Casas Bahia" também chamou atenção pela criatividade na crítica política.
Próximos passos
Com a retirada do projeto de pauta, a votação foi adiada por tempo indeterminado. No entanto, a mudança de tom na Alerj sob a presidência de Delaroli sugere que o acordo pode ter mais chances de avançar do que tinha anteriormente.
A situação ilustra como mudanças na composição política podem desbloquear questões importantes para a administração pública. O acordo de ICMS representa não apenas uma questão financeira, mas também um teste para a capacidade de diálogo entre os poderes no estado do Rio de Janeiro.
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Fontes consultadas:
Veja - Pitbulls tchutchucas: Paes provoca aliados de Bacellar na Alerj
Diário do Rio - Pitbulls tchutchucas: Paes ataca antiga direção da Alerj
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