Empreender na Baixada: a luta e a força de quem não para de correr atrás

Empreender na Baixada: a luta e a força de quem não para de correr atrás

Aqui na Baixada Fluminense, a vida não é fácil pra ninguém. Tem desemprego, problema na rua, violência... Mas mesmo assim, muita gente tá empreendendo, ralando pra fazer o dinheiro entrar e melhorar a vida. Nos últimos dois anos, o número de pequenos negócios cresceu 15%, segundo o Sebrae, e em cidades como Nova Iguaçu teve até 18% de aumento, Duque de Caxias 16%, Belford Roxo 14% e Mesquita 12%.

Tem gente que começou vendendo coisa em casa, tipo bolo, salgadinho, roupa... A Ana, lá de Nova Iguaçu, conta que antes só vendia pros vizinhos, agora ela tem uma lanchonete graças às redes sociais e uns cursos que fez. “Hoje meu negócio tá melhor, porque consegui divulgar pela internet e aprender a organizar a grana”, diz ela.

A formalização dos negócios também aumentou, ou seja, mais gente tá tirando o negócio da informalidade. Em Duque de Caxias, por exemplo, o número de microempreendedores passou de 15 mil em 2022 pra 17,4 mil em 2024. O Marcos, dono de oficina mecânica, falou que “formalizar me ajudou a conseguir crédito e crescer”.

As redes sociais são uma mão na roda. Vender pelo Instagram, WhatsApp e tal ajuda muito a chegar mais longe, até fora da Baixada, e garantir mais cliente. Belford Roxo tá crescendo nessa área, com 14% mais empreendedores nos últimos dois anos.

Mas não é só festa, não. A burocracia é um perrengue, conseguir crédito é complicado, e a insegurança nas ruas, principalmente à noite, assusta quem tem comércio. A Carla, que tem loja de roupa em Mesquita, falou que “às vezes dá medo e isso afasta cliente”.

Tem também o problema da infraestrutura. Ruas ruim, transporte complicado, falta apoio. Mas a galera não desiste, corre atrás, faz curso, procura ajuda onde pode pra tocar o negócio.

No fim das contas, a Baixada tá mostrando que tem muita gente guerreira, que quer mudar a vida e a cidade. Se o governo ajudar mais, o crescimento pode ser ainda maior e o futuro pode ser melhor pra todo mundo.

Por: Arinos Monge.

Por Ultima Hora em 11/08/2025
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