Espetáculo que revive Dalva de Oliveira emociona público e chega à Baixada Fluminense

Com sucesso em diversos teatros do Rio, `Mona Canta Dalva` apresenta no Teatro Nova Iguaçu - Petrobras os grandes sucessos da Rainha do Rádio

Espetáculo que revive Dalva de Oliveira emociona público e chega à Baixada Fluminense

A música popular brasileira ganha um tributo especial neste fim de semana na Baixada Fluminense. Após conquistar plateias em importantes casas de espetáculo do Rio de Janeiro, o aclamado show "Mona Canta Dalva" chega ao Teatro Nova Iguaçu - Petrobras no próximo sábado, dia 17 de maio, às 20h. O espetáculo, que celebra a obra de Dalva de Oliveira, eleita Rainha do Rádio em 1951 e considerada uma das maiores vozes da história da música brasileira, tem emocionado o público por onde passa com interpretações fiéis e carregadas de sentimento dos clássicos que marcaram gerações.

No palco, a cantora e atriz Mona Vilardo dá vida ao repertório que consagrou Dalva de Oliveira nas décadas de ouro do rádio brasileiro. Acompanhada por um trio de músicos que inclui violão, trompete e bateria, a artista apresenta 18 canções emblemáticas como "Bandeira Branca", "Ave Maria no Morro" e "Errei Sim", intercalando as apresentações musicais com relatos sobre a trajetória pessoal e profissional de uma das intérpretes mais marcantes da música popular brasileira. A direção precisa de Márcia do Valle, que também assina o roteiro junto com Mona, cria uma atmosfera que transporta o público para a época de ouro do rádio brasileiro.

"Mona Canta Dalva" representa muito mais que um espetáculo musical – é parte de um projeto cultural de resgate da memória nacional. Iniciado em 2017, o projeto "Elas por Ela – As Rainhas do Rádio por Mona Vilardo" tem como missão preservar e celebrar o legado das grandes intérpretes que moldaram a identidade sonora do Brasil. O trabalho meticuloso de pesquisa e adaptação musical permite que novas gerações entrem em contato com a riqueza artística de uma época fundamental para a consolidação da cultura brasileira, enquanto reacende memórias afetivas no público que vivenciou aquele período.

Desde sua estreia no Teatro Maison de France, no centro do Rio, o espetáculo construiu uma trajetória de sucesso, passando por casas tradicionais como o Teatro Dulcina, Teatro da UFF, Teatro Municipal de Niterói, Teatro Adolfo Bloch e Teatro Clara Nunes. A temporada carioca atraiu centenas de espectadores que saíram emocionados com a capacidade de Mona Vilardo de captar a essência interpretativa de Dalva de Oliveira, respeitando o legado da artista e, ao mesmo tempo, imprimindo sua própria leitura às composições que marcaram época. A chegada à Baixada Fluminense representa um importante passo na democratização do acesso a este conteúdo cultural.

O figurino, assinado por Ney Madeira e Dani Vidal da Espetacular Produções Artísticas, reconstitui com fidelidade a estética da época, complementando a experiência sensorial proposta pelo espetáculo. Os arranjos de Alexandre Prado atualizam as composições sem descaracterizar sua essência, criando uma ponte entre diferentes gerações de apreciadores da música brasileira. A iluminação, sob responsabilidade de Filomena Mancuzo, cria ambientações que remetem aos grandes auditórios da era de ouro do rádio, contribuindo para a imersão completa do público nesta viagem musical.

A produção, coordenada por Marcelo Alonso, reúne uma equipe técnica de primeira linha para garantir a qualidade do espetáculo em todos os seus aspectos. O trabalho visual dos visagistas Guto Leça e Marcos Valentim completa a transformação de Mona Vilardo, que consegue captar não apenas os trejeitos vocais, mas também a postura cênica que fez de Dalva de Oliveira um ícone da música brasileira. A apresentação no Teatro Nova Iguaçu - Petrobras representa uma oportunidade única para os moradores da região de testemunharem um espetáculo que recupera um capítulo fundamental da história cultural do país.

Fonte, Alberto Aquino,  ExtraVip On Line

É bastante simbólico o “retorno” de Dalva de Oliveira a Nova Iguaçu, no espetáculo “Mona Canta Dalva”.

No auge da fama, a cantora se apresentou em programas no antigo Cine Iguaçu, que, tombado pelo Patrimônio Histórico da Cidade, deverá ser transformado no Teatro Municipal de Nova Iguaçu.

Mas a ligação de Dalva de Oliveira com a cidade da Baixada Fluminense não fica só por ai.

Dalva tinha muitos amigos em Nova Iguaçu e era vista com frequência nas festas badaladas da cidade.

Entre esses amigos estava o jornalista e locutor Nicanor Gonçalves Pereira, a socialite Mariazinha Braga; o comerciante Jorge Abraão, dono da Casa Ivone, onde Dalva comprava tecidos para confeccionar os seus vestidos, e o oftalmologista Dr Délio Cardoso.

HISTÓRIAS MEMORÁVEIS

No auge da fama, nos anos 60,  Dalva, que era chegada a um bom whisk, passava temporadas na cidade, e protagonizou histórias inesquecíveis.

Com o Dr Délio Cardoso, o seu oftalmologista, Dalva frequentava almoços (especialmente na casa de Mariazinha Braga) e festas nos casarões e mansões da cidade.

Eram famosos os banhos de piscina na casa do médico, onde costumava se hospedar quando estava em Nova Iguaçu.

NACIB AMUN FARAH

Foi também em Nova Iguaçu que viveu um de seus maiores amigos e fãs: Nacib Amum Farah.

De tão próximos, Dalva e seus filhos deram a ele relíquias da cantora, entre figurinos originais de seus shows, revistas e cartões postais, a coroa original que Dalva foi coroada a Rainha do Rádio de 1951.

Entre as relíquias herdadas pelo amigo número um de Dalva, estava a placa original da Praça Onze, que ela e o compositor e ex-marido Herivelto Martins, homenageou na música “Praça Onze”, um dos grandes sucessos da cantora.

A ESTRELA DALVA

No espetáculo “A Estrela Dalva”, com direção de Jorginho Fernando, no Teatro João Caetano, no Rio, Dalva foi brilhantemente interpretada por Marília Pera.

Na estreia do espetáculo, para convidados,  Nacib levou alguns figurinos originais de Dalva, a faixa e a coroa que a artista recebeu em sua coroação como Rainha do Rádio e, fez o maior sucesso entre os artistas que estiveram presentes.

Encantada com o acervo, e sem o menor pudor, Gal Costa colocou por cima da sua farta e famosa cabeleira, a coroa de Dalva e, empolgada, ‘desfilou” para os amigos amigos no foyer do Teatro João Caetano.

Clementíssimo, Nacib ‘destronou’ (ou descoroou) a rainha pop da Tropicália, para a gargalhada geral de todos.

Por: Alberto Aquino 

 

Por Ultima Hora em 16/05/2025
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