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Por Oscar Müller
Os Estados Unidos confirmaram a força de atuar em casa e garantiram vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer a Bósnia por 2 a 0, na noite desta terça-feira, no Levi's Stadium, em Santa Clara. Mesmo atuando com um jogador a menos desde os 15 minutos do segundo tempo, após a expulsão de Folarin Balogun, a seleção norte-americana mostrou organização defensiva e eficiência nos contra-ataques para assegurar a classificação.
Com o resultado, os anfitriões avançam para as oitavas de final e terão pela frente a Bélgica, reencontrando o adversário que os eliminou nas oitavas da Copa do Mundo de 2014, em uma partida que terminou 2 a 1 na prorrogação.
Domínio americano no primeiro tempo
A Bósnia assustou logo nos minutos iniciais. Aos nove, Edin Dzeko fez o pivô para Demirovic finalizar com força e exigir boa defesa de Freese. Na sequência, Alajbegovic quase marcou um gol olímpico em cobrança de escanteio, mas o goleiro americano se esticou para evitar a abertura do placar.
Depois do susto, os Estados Unidos assumiram o controle da partida. Balogun desperdiçou boa oportunidade aos 14 minutos após cruzamento de Robinson. Pouco depois, o próprio Robinson apareceu livre na área, mas cabeceou para fora após rebote do goleiro Vasilj.
A pressão norte-americana aumentou durante toda a primeira etapa. Balogun ainda teve um gol anulado por impedimento antes de, aos 44 minutos, abrir o placar. Tillman encontrou o atacante em profundidade, que ganhou da marcação e finalizou rasteiro. A bola desviou na defesa, passou entre as pernas de Vasilj e morreu no fundo da rede.
Nos acréscimos, Balogun quase ampliou, mas acertou o travessão após assistência de Dest.
Expulsão muda o cenário, mas EUA confirmam a vitória
Na volta do intervalo, os Estados Unidos seguiram buscando o segundo gol. Richards levou perigo em cabeçada, enquanto a Bósnia respondeu com um chute de Katic por cima do travessão.
A partida mudou de panorama aos 15 minutos. Balogun acertou um pisão em Muharemovic no meio-campo e, após revisão do VAR, recebeu cartão vermelho direto, deixando os americanos com dez jogadores.
Com superioridade numérica, a Bósnia passou a pressionar em busca do empate, mas encontrou dificuldades para furar o sistema defensivo dos anfitriões. Demirovic chegou a finalizar com perigo, mas Freese fez a defesa com tranquilidade.
Mesmo com um jogador a menos, os Estados Unidos continuaram explorando os espaços deixados pela equipe europeia. Pulisic chegou a marcar, mas teve o gol anulado por impedimento.
A tranquilidade veio aos 36 minutos. Malik Tillman cobrou falta com precisão da entrada da área, encobriu a barreira e venceu Vasilj para marcar um belo gol, ampliando a vantagem para 2 a 0.
Nos minutos finais, os norte-americanos administraram o resultado e sofreram apenas um último susto em finalização de Alajbegovic, que passou muito perto da trave.
Próximo desafio
Classificados às oitavas de final, os Estados Unidos agora voltam suas atenções para o duelo diante da Bélgica. O confronto marca o reencontro entre as seleções do histórico duelo da Copa do Mundo de 2014, quando os belgas eliminaram os americanos na prorrogação. Agora, diante de sua torcida, os EUA terão a oportunidade de buscar a revanche e seguir sonhando com uma campanha histórica no Mundial.
Ponto de Vista
A vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia mostrou uma seleção que começa a ganhar maturidade para disputar uma Copa do Mundo em casa. Mais do que o resultado, chamou a atenção a capacidade da equipe de manter o controle emocional e tático mesmo após a expulsão de Folarin Balogun, em um momento que poderia comprometer toda a classificação.
A equipe norte-americana soube sofrer quando foi pressionada, manteve a organização defensiva e aproveitou os espaços deixados pelo adversário para definir o confronto. Esse comportamento revela um time mais competitivo e preparado para enfrentar partidas de mata-mata, nas quais o aspecto psicológico costuma ser tão importante quanto a qualidade técnica.
O reencontro com a Bélgica nas oitavas acrescenta um ingrediente especial ao torneio. A eliminação de 2014 ainda faz parte da memória do futebol norte-americano, mas o cenário agora é diferente. Jogando diante de sua torcida, os Estados Unidos chegam mais experientes e com um elenco capaz de equilibrar intensidade física, disciplina tática e talento individual.
A expulsão de Balogun, entretanto, serve como alerta. Em confrontos eliminatórios, qualquer erro pode ser decisivo, especialmente diante de adversários do nível da Bélgica. Se conseguir manter a concentração e repetir a consistência apresentada contra a Bósnia, a seleção americana tem condições de transformar o fator casa em uma de suas maiores armas na busca por uma campanha histórica.

Gol de Balogun pelos EUA contra a Bósnia
— Oscar Müller
FICHA TÉCNICA
Estados Unidos 2x0 Bósnia e Herzegovina
Local: Levi's Stadium, em Santa Clara (EUA)
Data/Hora: 01/07/2026, às 21h (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (BRA)
Assistentes: Danilo Manis (BRA) e Rodrigo Figueiredo (BRA)
VAR: Juan Soto (VEN)
Cartão amarelo: StjepanRadeljic (BIH) e Sergej Barbarez (BIH)
Cartão Vermelho: Falorin Balogun (EUA)
Gol: Folarin Balogun (EUA - 45 do 1ºT) e Malik Tillman (EUA - 36 do 2ºT)
Estados Unidos: Matt Freese; Sergino Dest (Sebastian Berhalter), Chris Richards e Antonee Robinson; Tim Ream, Alex Freeman, Tyler Adams, Weston McKennie (Giovanni Reyna) e Malik Tillman; Christian Pulisic (Ricardo Pepi) e Folarin Balogun.
Técnico: Mauricio Pochettino.
Bósnia e Herzegovina: Nikola Vasilj; Tarik Muharemovic, Sead Kolasinac (Haris Tabakovic), Amar Dedic, Nikola Katic (Amar Memic) e Stjepan Radeljic; Armin Gigovic (Esmir Bajraktarevic), Ivan Sunjic (Benjamin Tahirovic) e Ermedin Demirovic; Edin Dzeko (Ermin Mahmic) e Kerim Alajbegovic.
Técnico: Sergej Barbarez
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