EXCLUSIVO: Luiz Zaka revela bastidores da revolução da IA no maior congresso brasileiro de IA Adapta Summet 2025

VISIONÁRIO: Luiz Zaka prevê que modelos de IA vão virar commodity em poucos anos

Luiz Zaka revela bastidores da revolução da IA no maior congresso brasileiro de tecnologia

CEO do DROPS explica como newsletter com 80 mil leitores se tornou referência nacional e analisa futuro da inteligência artificial no país

São Paulo - Durante o AiDrop, o maior congresso de inteligência artificial do Brasil, Luiz Zaka, CEO do DROPS e host de um dos podcasts mais conceituados sobre IA no país, concedeu entrevista exclusiva revelando os bastidores da criação de sua plataforma e oferecendo análises profundas sobre o momento histórico que vivemos. Com mais de 250 mil leitores e campanhas criativas para principais marcas de tecnologia, educação e mercado financeiro, Zaka se consolidou como uma das vozes mais respeitadas no ecossistema brasileiro de inovação.

A trajetória do DROPS começou de forma orgânica em meados de 2022, quando Luiz Zaka, após experiências em indústrias, startups e multinacionais, "caiu de para-quedas no mundo da mídia". Inicialmente, criou uma newsletter resumindo os principais movimentos de tecnologia e negócios, temas que vivenciava no dia a dia profissional. O marco transformador veio em novembro de 2022, quando o ChatGPT provocou o que Zaka chama de "Big Bang da inteligência artificial", colocando a tecnologia nas mãos dos consumidores comuns.

"A DROPS surgiu para atualizar as pessoas da década que aconteceu na última semana", explica Zaka, referindo-se ao ritmo acelerado de inovações no setor. "Em uma semana parecia que a gente avançava uma década quando a inteligência artificial chegou, e começamos a separar o joio do trigo, o que era hype do que realmente conseguiríamos capturar valor naquele momento." Hoje, quase três anos depois, o DROPS conta com audiência superior a 80 mil leitores que recebem newsletters especializadas.

Durante o congresso, Luiz Zaka realizou pela primeira vez podcasts ao vivo, entrevistando representantes do Google DeepMind, Oracle e outras gigantes tecnológicas que lideram o desenvolvimento da inteligência artificial mundial. Segundo ele, independentemente do perfil do entrevistado - seja um CEO de startup ou líder de bigtech - existe unanimidade sobre estarmos vivendo um processo de aprendizado histórico. "A galera vai ler nos livros igual estudávamos a revolução industrial, provavelmente nossos filhos e netos vão estudar a revolução da inteligência artificial."

Zaka estabelece paralelos esclarecedores entre a atual revolução da IA e a revolução mobile iniciada em 2007 com o lançamento do iPhone por Steve Jobs. "A última revolução que aconteceu para o consumidor em termos de tecnologia foi a revolução mobile dos smartphones", analisa. "A partir dali se criou todo um ecossistema: dois anos depois surgiram WhatsApp, Instagram, Uber, Tinder, Airbnb, que revolucionaram categorias inteiras." A diferença fundamental da IA é que ela compreende linguagem humana, criando uma era conversacional onde não precisamos apenas tocar telas, mas podemos falar naturalmente em diferentes idiomas.

A análise de Luiz Zaka sobre o cenário competitivo revela insights importantes sobre o futuro do setor. Empresas como OpenAI, Anthropic (Claude) e Google estão desenvolvendo a infraestrutura básica, que exige investimentos altíssimos e representa barreiras de entrada significativas. "Esse mercado provavelmente não vai ter grandes novos entrantes", prevê. "O que essas empresas estão fazendo - modelos de linguagem geral - vai se aproximar muito mais de uma commodity. O grande diferencial estará no nível de aplicação e verticalização."

O especialista cita exemplos práticos dessa verticalização, como a JusBrasil com sua JUS AI, que se destaca por possuir base de dados extremamente rica com processos jurídicos. "Qual é o grande segredo das empresas que vão conseguir despontar? As que conseguirem ter a melhor matéria-prima, o melhor dado, o dado mais trabalhado e curado", explica Zaka. "É aí que você junta modelos de linguagem que entendem conversação com dados extremamente curados para criar aplicações únicas que entregam valor real para o consumidor."

Sobre o impacto social da IA, Luiz Zaka apresenta reflexão equilibrada sobre ganhos e perdas. "Quando olhamos para inteligência artificial, falamos muito sobre o que temos a ganhar com ela - eficiência, fazer trabalho muito mais rápido. Falamos pouco sobre o que temos a perder." Ele alerta que, embora a educação digital ofereça tutores personalizados via chat, perdemos as interações humanas, conexões e networking que ocorrem em cursos presenciais. "Além de pensar no que vai ganhar, pense também no que pode perder, porque isso também vai te diferenciar nas skills mais humanas."

Especialista Luiz Zaka alerta: "Quem controla tecnologia controla a mente da sociedade"

A análise de Zaka sobre a Apple revela que a empresa está perdendo terreno na corrida da IA. "Apple está atrás dessa corrida, podemos ver isso até no valor das ações e nos últimos lançamentos", observa. A empresa tenta recuperar-se com melhorias na Siri e o Apple Intelligence, mas sem grande repercussão no mercado. Contudo, Zaka reconhece que a Apple mantém diferencial competitivo forte através de seus dispositivos e posicionamento em privacidade, focando no "toque humano" enquanto outras empresas perseguem geração de imagem e texto.

Sobre a influência da tecnologia na democracia, Luiz Zaka oferece perspectiva provocativa: "Quem controla a mídia controla a mente. Tenho uma versão nova dessa frase: quem controla tecnologia controla a mente, porque a mídia é feita através de tecnologia." Ele observa que, assim como antigamente grandes empresários da mídia tinham relação política forte, hoje vemos CEOs de bigtechs lado a lado em posses presidenciais. "Quem controla a tecnologia, controla a mente, controla os algoritmos, controla o que as pessoas consomem."

Quanto ao posicionamento do Brasil no cenário global, Zaka é realista sobre limitações e otimista sobre oportunidades. "Do ponto de vista de infraestrutura da inteligência artificial, acho muito difícil o Brasil conseguir, num curto prazo, bater de frente com Estados Unidos e China", admite. "O que o Brasil tem um grande poder na mão é principalmente no nível de aplicação. O Brasil é um país cheio de riquezas naturais e culturais, e precisamos usar isso para extrair o melhor dos nossos negócios."

O especialista identifica desafios na coordenação entre diferentes esferas no país. "Existe um gap entre os empreendedores que estão lutando para capturar investimentos e investir nessas soluções, e existe uma dicotomia na esfera política sobre regulação e incentivo", analisa. Ele critica a falta de sinergia entre o plano brasileiro de IA e o projeto de lei do marco da inteligência artificial. "Como colocamos as pontas - empreendedor, esfera governamental, desenvolvedores - numa mesma mesa para ter um plano brasileiro que conversa com regulação que conversa com aplicações que as empresas estão fazendo?"

Luiz Zaka enfatiza a necessidade de união para alcançar soberania brasileira na área. "Não adianta ter uma briga sobre como regulamentar a IA se a IA não é nossa", argumenta. "Só existiu produção de tecnologia relevante quando esfera governamental e empreendedores se uniram. É isso que temos que conseguir trazer para o debate no Brasil." Ele defende que o país precisa parar de colocar governo e empreendedores como vilões mútuos e trabalhar colaborativamente.

A visão de futuro apresentada por Zaka é de otimismo cauteloso. Ele acredita que estamos no melhor momento para "botar a mão na massa e aprender", comparando o momento atual aos primeiros anos após o lançamento do iPhone, quando ainda não sabíamos exatamente o que fazer com a nova tecnologia. "As aplicações que talvez mais usamos talvez ainda nem foram criadas", prevê, incentivando experimentação e aprendizado contínuo.

O DROPS, sob liderança de Luiz Zaka, mantém cronograma de publicações às terças e quintas-feiras, oferecendo curadoria dos principais movimentos de inteligência artificial nacional e internacional. "Para entregar uma dieta saudável, separar o joio do trigo e ajudar a navegar nessa revolução que vivemos", explica o CEO, reforçando a missão de democratizar conhecimento sobre IA em um momento que considera crucial para não perdermos oportunidades históricas de desenvolvimento tecnológico e econômico.

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Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Adapta Summit 2025: O maior evento de IA Generativa do Brasil revoluciona o cenário empresarial

Líderes mundiais em inteligência artificial se reúnem em São Paulo para transformar negócios brasileiros

O Adapta Summit 2025 está prestes a redefinir o panorama da inteligência artificial no Brasil. Marcado para os dias 12 e 13 de agosto, no Transamerica Expo Center em São Paulo, o evento promete ser uma imersão transformadora para empresários, C-levels e gestores que buscam implementar IA generativa em seus negócios.

Com um lineup impressionante de palestrantes internacionais e nacionais, o evento não se posiciona como mais um congresso motivacional, mas como uma experiência acional focada em resultados práticos.

Entre os destaques estão Stefan Georgi, CEO da Copy Accelerator e responsável por mais de US$ 1 bilhão em vendas online, Nathan Labenz, fundador da Waymark e criador do podcast "The Cognitive Revolution", e Carol Paiffer, investidora do Shark Tank Brasil.

O diferencial do Adapta Summit está na abordagem prática. Como destaca Max Peters, CEO da Adapta e organizador do evento:

"Um bom evento não deveria ser repleto de palestrantes profissionais que conseguem te dar uma palestra motivacional. Deveria ser repleto de praticantes, que estão testando e implementando IA em seus negócios. Na vida real."

Cinco pilares estratégicos para transformação digital

O evento estrutura-se em cinco áreas fundamentais que estão sendo revolucionadas pela IA generativa:

Marketing e Copywriting: Com Stefan Georgi compartilhando técnicas que geraram bilhões em vendas, os participantes aprenderão a criar agentes de conteúdo altamente eficazes.

Atendimento ao Cliente: Cases como o do BotConversa, que faturou R$ 26 milhões em 2023, demonstrarão como automatizar atendimento mantendo qualidade e personalização.

Vendas e Prospecção: Estratégias para qualificar leads, aumentar conversões e otimizar processos comerciais usando IA generativa.

Gestão Empresarial: Ferramentas para liderança mais eficiente, tomada de decisões baseada em dados e otimização de operações.

Setor Jurídico: Automação de tarefas complexas e otimização do trabalho jurídico através de IA especializada.

Cases de sucesso que inspiram transformação

O evento apresentará histórias reais de empresas que já colhem frutos da implementação de IA.

Thiago Lopes, fundador do BotConversa, compartilhará como saiu de R$ 1,2 milhão no primeiro ano para R$ 26 milhões, com meta de R$ 60 milhões em 2024. Luiz Ramalho, CEO da Magie, revelará como construiu a maior agente de IA financeira do Brasil, responsável por 2% do volume do PIX através do Open Finance.

A Adapta, organizadora do evento, exemplifica o poder da IA aplicada. Com apenas 60 funcionários, a empresa alcançou 170 mil clientes, demonstrando como um "laboratório interno de IA" pode escalar negócios exponencialmente.

Networking estratégico e oportunidades de investimento

Além das palestras, o evento proporcionará networking qualificado entre líderes empresariais, investidores e inovadores. A presença de Carol Paiffer, que já investiu em mais de 100 startups, e Edmar Ferreira, fundador da Coeus Ventures, criará oportunidades únicas para conexões estratégicas e potenciais investimentos.

O formato do evento também inclui uma Hackathon, considerada a maior do Brasil, onde desenvolvedores competirão para criar soluções inovadoras de IA, com os vencedores sendo anunciados durante o evento.

Democratização do acesso à tecnologia

Reconhecendo a importância de democratizar o acesso ao conhecimento em IA, o Adapta Summit oferece diferentes modalidades de participação. Além dos ingressos presenciais, que variam de R$ 999 a R$ 7.200 (já esgotados), o evento disponibiliza o Passaporte Digital por R$ 899, permitindo acompanhar toda a programação online em tempo real.

Esta estratégia reflete o compromisso do evento em expandir o alcance das discussões sobre IA para além dos grandes centros, contribuindo para a transformação digital do país como um todo.

 

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Por Ultima Hora em 13/08/2025
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