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Bacellar intensifica pré-campanha no interior e reúne 11 prefeitos no Centro-Sul Fluminense
Presidente da Alerj volta às ruas após conselho de Rueda e aposta no interior para enfrentar Eduardo Paes
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, está de volta ao circuito de pré-campanha com força total. Depois de um período de silêncio estratégico, o deputado do União Brasil retomou as articulações políticas pelo interior fluminense, desta vez desembarcando em Paraíba do Sul com um time de peso: 11 prefeitos da região Centro-Sul que podem ser fundamentais na disputa pelo Palácio Guanabara em 2026.
O encontro desta sexta-feira reuniu nomes importantes do cenário municipal fluminense, incluindo Júlio Canelinha, anfitrião do evento em Paraíba do Sul, Jonas Dico de Três Rios, Claudio Mannarino de Comendador Levy Gasparian, e outros mandatários que controlam redutos eleitorais estratégicos na região. A presença de figuras como Luiz Fernando Pezão, de Piraí, e Andrezinho Ceciliano, de Paracambi, demonstra que Bacellar está conseguindo atrair apoios importantes no interior do estado.
A estratégia do presidente da Alerj é clara como água: marcar território onde seu principal adversário, o prefeito do Rio Eduardo Paes, tem mais dificuldades de penetração. Enquanto Paes domina a capital e região metropolitana, Bacellar aposta no interior, onde nasceu e construiu sua base política. É uma jogada inteligente de quem conhece o mapa eleitoral fluminense como a palma da mão.
"Ele é um filho do interior e conhece nossa luta. Tem uma visão ampla do Estado do Rio e acompanha de perto as vocações de cada cidade", elogiou Júlio Canelinha, prefeito de Paraíba do Sul e correligionário de Bacellar. O comentário não é apenas cortesia política - reflete uma percepção real de que o deputado entende as necessidades específicas dos municípios menores, frequentemente esquecidos pelos políticos da capital.
A retomada da pré-campanha de Bacellar tem uma história interessante por trás. Até julho, o deputado rodava o estado sem cerimônia, construindo alianças e testando o terreno eleitoral. Mas aí veio o episódio que mudou tudo: como governador em exercício, ele exonerou o secretário estadual de Transportes, Washington Reis, criando uma crise monumental com o governador Cláudio Castro e, por tabela, com a família Bolsonaro.
A repercussão foi tão intensa que Bacellar preferiu dar uma pausa na agenda de pré-campanha. Ficou quieto, observando os ventos políticos e aguardando o momento certo para voltar à ativa. Como diz o ditado político: "em briga de cachorro grande, cachorro pequeno fica quieto" - mesmo que Bacellar não seja exatamente um cachorro pequeno no cenário fluminense.
O sinal verde para retomar as atividades veio do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, que aconselhou o deputado a colocar a pré-campanha de volta nas ruas. Como bem observa a crônica política: "manda quem pode, obedece quem tem juízo". E Bacellar, que tem juízo político de sobra, acatou o conselho da direção nacional.
Na sexta-feira passada, dia 5, Bacellar já havia testado as águas em São Fidélis, onde foi recebido por impressionantes 19 prefeitos do Norte e Noroeste Fluminense. O número mostra que sua capacidade de articulação no interior permanece intacta, mesmo depois do período de ostracismo político.
A estratégia de Bacellar é matematicamente simples e politicamente eficiente. Enquanto Eduardo Paes tem força concentrada na capital e região metropolitana, o interior fluminense representa uma oportunidade de ouro para quem souber cultivar as relações certas. São dezenas de municípios, cada um com suas lideranças locais, seus currais eleitorais e suas demandas específicas.
O deputado sabe que, numa eleição estadual, não basta ser forte na capital. É preciso ter capilaridade no interior, onde muitas vezes o voto ainda é influenciado pelas lideranças locais. Um prefeito bem articulado pode fazer a diferença de milhares de votos, especialmente em municípios menores onde todo mundo se conhece.
A presença de nomes como Zé Carlos do Mariano, de São José do Vale do Rio Preto, Galileu Freitas, de Sumidouro, e Samuel do Romão, de Carmo, mostra que Bacellar está conseguindo atrair prefeitos de diferentes perfis e regiões. Cada um desses mandatários representa não apenas seus municípios, mas também suas redes de influência regional.
O encontro em Paraíba do Sul também teve a presença de Bebeto, de Duas Barras, Júlio Avelino, de Paty do Alferes, e Maneko, de Engenheiro Paulo de Frontin. São nomes que podem não fazer manchete nos jornais da capital, mas que têm peso real na política do interior fluminense.
A aposta de Bacellar no interior não é apenas uma questão de conveniência eleitoral. O deputado realmente tem origem interiorana e entende as dinâmicas específicas desses municípios. Sabe que o prefeito de uma cidade pequena precisa resolver problemas que vão desde a falta de médico no posto de saúde até a estrada esburacada que impede o escoamento da produção local.
Essa compreensão das realidades municipais pode ser um diferencial importante numa eventual campanha estadual. Enquanto outros candidatos falam de grandes projetos e macro políticas, Bacellar pode apresentar soluções concretas para problemas específicos do interior.
A retomada da pré-campanha também sinaliza que o deputado superou a crise criada pela exoneração de Washington Reis. O episódio, que poderia ter enterrado suas pretensões eleitorais, parece ter sido absorvido pelo cenário político fluminense. Como diz outro ditado da política: "em política, uma semana é uma eternidade" - e já se passaram alguns meses desde o incidente.
Agora, com o aval da direção nacional do União Brasil e uma agenda de encontros pelo interior, Bacellar volta a ser um nome a ser levado a sério na corrida pelo governo do estado. A estratégia de cercar a capital pelo interior pode dar certo, especialmente se ele conseguir manter o ritmo de articulação que demonstrou nos últimos encontros.
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