Giselle Monteiro faz aniversário no dia de sessão histórica da Alerj que decide futuro eleitoral do Rio

Sessão extraordinária na Alerj define regras eleitorais no dia que deputada Giselle Monteiro comemora aniversário

Deputada estadual reúne lideranças políticas enquanto Assembleia aguarda decisão sobre eleição indireta

Na tarde de hoje, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) viveu um momento que entrelaçava celebração pessoal e tensão política. A deputada estadual Giselle Monteiro completou mais um ano de vida em meio à reta final de um primeiro mandato descrito por ela como "tão difícil e tão especial". Enquanto isso, os deputados se preparavam para uma sessão que pode redefinir as regras eleitorais do estado, dependendo da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a retotalização dos votos.

O gabinete de Giselle se transformou em espaço de confluência política. Presentes estavam o candidato a governador Douglas Ruas, seu pai, o deputado federal Roberto Monteiro, deputados estaduais como Aderson Moraes e Jair Bittencourt, além de autoridades municipais. A presença de Douglas Gomes, vereador de Niterói, e do senador reforçava o alcance da articulação. Durante os encontros, conforme relatou a deputada, as conversas gravitaram em torno das pautas legislativas em discussão, particularmente aquela que ocuparia a pauta da sessão extraordinária em breve.

A expectativa que tomava conta do plenário era palpável. "O estado do Rio de Janeiro todo aguarda essa sessão de hoje", afirmou Giselle, caracterizando-a como "uma das sessões históricas". O motivo: a necessidade de decidir sobre as regras da eleição indireta, caso o TRE finalmente divulgasse a retotalização dos votos, conforme determinado pela ministra Carmen Lúcia do Supremo Tribunal Federal.

O impasse do TRE e suas implicações

O que deveria ser uma operação simples — "matemática pura", nas palavras de Giselle — transformou-se em ponto crítico de incerteza institucional. O atraso do TRE em totalizar e comunicar à Alerj o resultado da retotalização criava um vácuo informativo que alimentava especulações. A deputada reconheceu que, até aquele momento, a imprensa não havia divulgado novas informações, levando a expectativa de que uma "decisão extraordinária" pudesse chegar a qualquer momento.

"Vamos ficar todos aqui hoje de plantão porque assim que sair essa decisão muito possivelmente a gente entre em votação", sinalizou. A urgência era real: os 69 deputados da atual legislatura, conforme mencionou, estavam mobilizados e dispostos a votar no instante em que a informação chegasse.

Segurança pública como foco de entrega

Quando questionada sobre sua atuação na pasta de segurança pública — uma de suas prioridades legislativas —, Giselle destacou o papel de sua família política. "Nós somos a família que mais destinamos emenda parlamentar", afirmou, referindo-se à alocação de recursos para segurança. Junto ao seu pai, deputado federal, os Monteiro já haviam ultrapassado a quantidade de emendas destinadas a viaturas, coletes, capacetes e demais equipamentos de proteção em comparação com todos os demais deputados somados.

A prioridade refletia uma leitura do cotidiano. Giselle mencionou um vídeo recente do seu irmão, Gabriel Monteiro, que havia estado em um hospital reivindicando a presença de médicos, não policiais. A cena sintetizava um dilema: segurança pública não resolve crises de saúde, e a resposta institucional muitas vezes confunde papéis.

Atuação além dos limites formais

A deputada revelou, durante a entrevista, o tipo de trabalho que seu mandato realiza para além dos muros da Alerj. Seu gabinete recebe "inúmeras denúncias" que a levam a atuar com celeridade. Exemplificou com um caso recente: uma senhora de 79 anos, debilitada, foi expulsa de um hospital e precisou ser buscada por sua equipe, sendo levada via Uber para outra unidade de saúde.

"A gente sai correndo, a gente vai nos hospitais, a gente vai até a casa do paciente", explicou. O trabalho ocorria dentro dos parâmetros legais e das limitações administrativas de um mandato, mas refletia uma abordagem orientada para intervenção direta nas demandas recebidas. "A gente tá de olho, a gente quer ouvir você", disse à população.

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Trajetória e composição política

Giselle Monteiro foi eleita em 2022 com quase 100 mil votos, tornando-se a terceira mulher mais votada no legislativo estadual e a primeira mulher mais votada pelo Partido Liberal em todo o estado do Rio. Nascida no Rio, residente em Niterói, formada em Psicologia, ela atuou por mais de uma década como gestora de recursos humanos, cerimonialista, mentora e ouvidora estadual.

Seu mandato integra as principais comissões temáticas: Tributação, Assuntos da Criança e do Adolescente, Pessoa com Deficiência, Prevenção ao Uso de Drogas, Transportes, Cultura, Combate à Pirataria, Discriminações e Preconceitos, Direitos da Mulher, Proteção de Animais, Segurança Alimentar e Legislação Social. Participa ainda de frentes parlamentares cristã, de esporte inclusivo e da juventude. Desde novembro de 2023 é Secretária-Geral Adjunta do Partido Liberal — Mulher do Estado do Rio de Janeiro.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ

Por Robson Talber @robsontalber 

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Fontes: Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj); Giselle Monteiro, deputada estadual (PL-RJ); Douglas Ruas, candidato a governador; Roberto Monteiro, deputado federal; Gabriel Monteiro, ex-vereador; Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ); Supremo Tribunal Federal (STF); Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

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Por Ultima Hora em 15/04/2026
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