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A relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé está cada vez mais conturbada. A tensão não vem de agora, mas se arrasta há meses.
Em janeiro, oficiais da defesa americana chegaram a fazer ameaças a diplomatas do Vaticano durante uma reunião a portas fechadas no Pentágono.
Segundo relatos de religiosos ouvidos pelo jornal The Free Press, os militares afirmaram que as forças armadas americanas têm poder para fazer o que quiserem e que seria melhor se a Igreja Católica estivesse ao seu lado.
Militares relembraram um momento conturbado na história da Igreja
O encontro envolveu o subsecretário de Defesa para Políticas, Elbridge Colby, e o então representante diplomático do Vaticano nos EUA, o cardeal Christophe Pierre.
À medida que a conversa avançava, um dos oficiais americanos recorreu a um episódio chamado “Cativeiro de Avignon”.
Isso é uma referência ao período entre 1309 e 1377, quando os papas deixaram Roma e passaram a residir em Avignon, na França.
Naquele momento, a coroa francesa passou a ter uma forte influência sobre as decisões da autoridade espiritual.
.D. vance se recusou a falar sobre o incidente
Questionado por jornalistas sobre o episódio no Pentágono, o vice-presidente J.D. Vance, que declara ser um católico praticante, evitou comentar os relatos e disse não ter conhecimento sobre a situação:
“Acho que é sempre uma má ideia opinar sobre histórias que não foram confirmadas e corroboradas. Então, não vou fazer isso.”
Ele acrescentou que gostaria de entender melhor o que aconteceu antes de falar qualquer coisa.
O Departamento de Defesa negou que tenha havido ameaças, classificando os relatos como “exagerados e distorcidos”.
Segundo a versão oficial, a reunião foi “respeitosa” e parte de um diálogo contínuo com o Vaticano.
Papa Leão XIV não visitará os EUA
Nascido em Chicago, Leão XIV é o primeiro Papa americano da história, mas ele não voltou a seu país desde que assumiu o pontificado em maio do ano passado.
O Vaticano suspendeu planos de uma visita oficial do Papa aos Estados Unidos ainda este ano.
Convites formais também foram feitos para que o pontífice participasse das celebrações dos 250 anos da independência americana, todos recusados ou adiados indefinidamente.
No dia 4 de julho de 2026, data das celebrações, Leão XIV viajará para Lampedusa, uma ilha italiana que se tornou símbolo da crise migratória no Mediterrâneo.
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