Grajaú cobra melhorias na coleta seletiva e debate é promovido pela AMAGRAJA

Moradores do bairro na Zona Norte do Rio se mobilizam diante de um serviço quase inexistente e promovem evento com representante da Comlurb

Grajaú cobra melhorias na coleta seletiva e debate é promovido pela AMAGRAJA

Apesar dos 21 anos de existência da coleta seletiva no Rio de Janeiro, o serviço ainda está longe de atingir seu potencial - e, no Grajaú, na Zona Norte, é praticamente inexistente. O problema, apontado como um dos seis maiores do bairro pela AMAGRAJA (Associação de Moradores e Amigos do Grajaú), será debatido em um evento público no sábado, 19 de julho, a partir das 9h, no Teatro Dercy Gonçalves, no Grajaú Country Club.

O encontro contará com a presença do coordenador da coleta seletiva da Comlurb, Edison Sanromã, que apresentará os dados oficiais e dialogará com a comunidade sobre soluções viáveis para a região.

De acordo com a Comlurb, atualmente são coletadas cerca de 5,7 toneladas de recicláveis por mês na cidade - o que representaria 11% dos materiais potencialmente recicláveis. Mas os números oficiais são questionados até pelo prefeito Eduardo Paes, que reconheceu em entrevista ao RJTV que a realidade aparenta ser “muito mais baixa”.

A disparidade é ainda mais visível quando comparada com a reportagem do G1, que aponta que o Rio recicla apenas 0,5% do lixo reciclável produzido. A frota da coleta seletiva conta com apenas 16 caminhões para toda a cidade, muitos circulando com até 30% de espaço ocioso. O resultado, segundo cooperativas ouvidas pelo portal, é que grande parte do material coletado nem chega às associações de catadores.

“Educação ambiental, diálogo com os moradores e estrutura adequada são fundamentais para que a coleta seletiva funcione. O que vemos hoje no Grajaú é um serviço invisível”, afirma a diretoria da AMAGRAJA, que aposta no evento como um marco de mobilização comunitária.

A Comlurb, por sua vez, informa que realiza coleta seletiva em 117 bairros e que o material é entregue a 29 cooperativas, beneficiando 450 famílias. Para que o sistema funcione de fato, a companhia reforça a necessidade da participação ativa da população.

No entanto, para os moradores do Grajaú, essa participação só é possível quando o serviço realmente chega até a porta de casa e é isso que eles exigem: visibilidade, compromisso e ação concreta.

Por Angélica Cunha em 17/07/2025
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