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A Prefeitura do Rio informou que o BRT vai funcionar normalmente nesta segunda-feira (29), dia previsto para o início da greve dos rodoviários do município. A paralisação foi anunciada pelo sindicato da categoria e deve afetar a circulação dos ônibus na cidade.
A informação sobre o funcionamento do BRT foi divulgada pela Mobi-Rio, empresa responsável pela operação do sistema, em publicação nas redes sociais. “Informamos aos usuários e motoristas que seguiremos com o plano operacional regular de dias úteis, mantendo nosso compromisso com os mais de 630 mil passageiros que transportamos diariamente”, escreveu a empresa.
Apesar da posição da prefeitura, o Sindicato dos Rodoviários reiterou está noite que mantém a greve. Segundo o grupo, os trabalhadores do BRT também fazem parte da mobilização. A entidade, no entanto, informou que vai cumprir uma decisão da Justiça do Trabalho que determinou a manutenção de parte da frota em circulação durante a paralisação.
Justiça mandou manter no mínimo 50% dos ônibus
Às vésperas da greve, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) determinou que ônibus municipais mantenham uma operação mínima para evitar impacto ainda maior no transporte público da cidade.
A liminar foi assinada pela desembargadora Maria Helena Motta. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 50 mil, aplicada separadamente ao Sindicato dos Rodoviários e ao Rio Ônibus, entidade que representa as empresas do setor.
Na decisão, a Justiça considerou insuficiente a proposta inicial do sindicato de manter 30% da frota nos horários de pico e 15% nos demais períodos. O entendimento levou em conta a extensão territorial do Rio e o número de passageiros que dependem diariamente dos ônibus.
A prefeitura informou que acompanha a situação e que adotará medidas para reduzir os impactos à população e garantir o direito de ir e vir. O município também disse que pediu à Justiça o aumento do percentual mínimo de ônibus em circulação durante a greve.
Sindicato mantém paralisação
O Sindicato dos Rodoviários afirma que a greve está mantida. Segundo a entidade, a decisão judicial reconheceu a legalidade da paralisação, desde que seja preservado o percentual mínimo de operação determinado pela Justiça.
A categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial apresentada pelas empresas de ônibus e cobra avanços na negociação. Entre as reivindicações estão piso de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados, piso de R$ 4 mil para os demais motoristas, ticket-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico.
Os rodoviários também pedem adoção da escala 5×2 e o fim dos contratos temporários na Mobi-Rio, com contratação dos trabalhadores do BRT pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Passageiros devem ficar atentos
Com a divergência entre a prefeitura e o sindicato sobre o funcionamento do BRT, passageiros devem acompanhar os canais oficiais antes de sair de casa, especialmente nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira.
Mesmo com a promessa de operação regular no BRT, a eventual redução da circulação dos ônibus convencionais pode provocar aumento da demanda em estações, terminais e integrações com outros modais.
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