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Em São João de Meriti, o carnê do IPTU 2026 já está batendo à porta. A prefeitura resolveu antecipar o jogo e, como de costume, estendeu a cenoura antes do chicote: 10% de desconto para quem quitar tudo de uma vez até o dia 1º de fevereiro.
É dinheiro que deixa de sair do bolso, num começo de ano em que a conta já vem pesada: material escolar, calor estourando o ventilador e a feira cada vez mais curta. Para quem não consegue bancar a cota única logo de cara, ainda há fôlego: o desconto cai para 8% até o início de março e 6% até abril.
Já quem não vê saída mesmo é o parcelamento. O imposto pode ser dividido em até dez parcelas, diluindo o impacto mês a mês — aquele jeito clássico de empurrar com a barriga, mas mantendo o nome limpo.
No discurso oficial, a arrecadação é para manter a cidade funcionando: ruas, iluminação, serviços básicos. Na vida real, o contribuinte segue fazendo conta, escolhendo entre pagar menos agora ou segurar o caixa para não passar aperto depois.
Em Meriti, o recado é simples e antigo: quem se organiza paga menos; quem atrasa sente mais. A matemática do IPTU continua sendo uma das mais implacáveis da Baixada.
Por: Arinos Monge.
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