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Os iranianos enfrentam uma queda da internet em todo o país em meio a uma onda de protestos contra a República Islâmica.
A ONG NetBlocks, que monitora o acesso à telecomunicação ao redor do planeta, confirmou o apagão no território iraniano.
Até o momento não foram divulgados detalhes sobre a falha na conexão. A televisão estatal também tem divulgado que as ruas estão pacíficas.
No entanto, vídeos com imagens de embates violentos e caos social têm sido divulgados nas redes sociais.
Entenda os protestos no Irã
As manifestações começaram em Teerã, impulsionadas por comerciantes e lojistas, ainda no final do ano passado.
A principal causa foi a crise econômica e falta de perspectivas para a população. O Irã tem enfrentando uma grave inflação desde o último ano.
A inflação ultrapassou 42%, com um aumento de 52% nos preços em comparação com 2023. Isso fez os preços de alimentos, medicamentos e serviços básicos dispararem.
Com o passar dos dias, os protestos ganharam um caráter político mais explícito. As demandas deixaram de ser apenas sobre a economia e passaram a incluir críticas ao regime islâmico.
Manifestantes clamam pelo fim da atual estrutura de poder e há até registros de defesa até mesmo da restauração da monarquia, derrubada pelo Aiatolá Khomeini em 1979.
Diversos vídeos divulgados nas redes sociais têm mostrado pessoas levantando a bandeira do Irã pré-revolução.
A população também tem entoado palavras de ordem contra o regime, como “é o ano do sangue, Khamenei será derrubado”.
Herdeiro do trono iraniano convoca protestos
O filho do último Xá do Irã, Reza Pahlevi, divulgou um vídeo em suas redes sociais no qual ele incentiva os manifestantes a tomarem as ruas.
“Apesar da reação violenta do regime, vocês estão resistindo e isso é inspirador. Vocês certamente viram as grandes multidões repetidamente fazendo as forças do regime recuarem e houve um aumento em deserções para o lado do povo. Por isso é importante manter essas demonstrações o mais disciplinadas e maiores possíveis.”
O herdeiro do trono persa vive nos EUA desde a queda da monarquia. Seu pai era um dos principais aliados americanos no Oriente Médio.
Trump declarou que está acompanhando a situação no país e pode agir se mais manifestantes morrerem:
“Estamos acompanhando de perto. Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, acho que serão duramente atingidos pelos Estados Unidos”.
O presidente americano já havia dito anteriormente que está disposto a ajudar os manifestantes e que seu país está “pronto para agir” caso houvesse mais violência.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também disse ser solidário à “luta do povo iraniano”.
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