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A irmã do prefeito Ricardo Nunes foi surpreendida por uma nova tecnologia utilizada na cidade de São Paulo.
Na tarde da última quinta-feira, enquanto ia a uma unidade de saúde, câmeras que utilizam inteligência artificial identificaram que ela tinha mandados de prisão em aberto desde abril de 2024.
Imediatamente a polícia se dirigiu até o local e a prendeu. Janaina Reis Miron é acusada de desacato, lesão corporal e de dirigir bêbada.
A tecnologia das câmeras é o sistema Smart Sampa, um programa da prefeitura que usa inteligência artificial no reconhecimento facial de foragidos da Justiça e para localizar pessoas desaparecidas.
Nos mandados constavam lesão corporal contra seu filho de 11 anos, em novembro de 2014, embriaguez ao volante e desacato após uma abordagem policial em outubro de 2022.
Janaína foi condenada em regime aberto em abril de 2024 e julho de 2025, respectivamente. Ela precisava se apresentar à Justiça periodicamente, mas teve os mandados de prisão expedidos por deixar de cumprir a determinação legal.
Segundo uma matéria publicada pelo Metrópoles, no momento em que foi presa, Janaína buscava remédios na UBS. A advogada teria um transplante marcado para a próxima terça-feira (20), como parte do tratamento de cirrose e alcoolismo.
Lesão corporal contra o filho e a ameaça de soltar os cães contra policiais
Segundo a denúncia do caso de 2014, o filho de Janaína foi agredido por ela com mordidas no braço, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos, resultando em lesões leves, confirmadas por exame de corpo de delito.
Já em 2022, quando foi pega dirigindo embriagada, uma policial relatou que a equipe percebeu o veículo trafegando em zigue-zague numa rodovia em Botucatu, no interior do estado.
Durante a abordagem, Janaina não portava documentos pessoais, estava com o licenciamento vencido e com a habilitação fora do prazo de validade.
Ainda segundo o depoimento, ao ser informada de que seria conduzida à delegacia, ela xingou os agentes, ameaçou soltar os cães que estavam no carro contra os policiais, demonstrou comportamento descontrolado e chegou a ameaçar correr pela rodovia.
Após se recusar a realizar o teste do bafômetro, Janaína também afirmou que o marido seria capitão da polícia e que prejudicaria os envolvidos na abordagem, além de dizer que os agentes deveriam “estar pegando ladrão” e não abordando “uma mãe de família”.
Na decisão, o juiz destacou que a caracterização do crime de embriaguez ao volante não depende exclusivamente de exame técnico, como o etilômetro ou exame de sangue, sendo suficiente a comprovação por meio de provas testemunhais, como ocorreu no caso.
O que os familiares de Janaína disseram?
Em nota, os familiares da advogada informaram que não têm contato com ela há mais de 15 anos e não irão comentar o caso. Segundo um aliado de Ricardo Nunes, o prefeito e a irmã também não se falavam por todo esse tempo.
De acordo com uma apuração da TV Globo, a mãe dela e do prefeito cuida de um dos três filhos de Janaína, enquanto os outros dois vivem com o pai.
A Prefeitura de São Paulo informou que a prisão ocorreu em cumprimento a ordens judiciais e que a atuação seguiu rigorosamente os protocolos legais e os critérios do sistema Smart Sampa.
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