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Governo israelense diz que Ali Larijani foi alvo em Teerã; Irã não confirma morte

O governo de Israel afirmou nesta terça-feira (17) que matou Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e uma das figuras mais influentes do regime, durante um bombardeio realizado na capital Teerã. Autoridades iranianas não confirmaram a morte nem reconheceram oficialmente o ataque.
A declaração foi feita pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, após relatos divulgados pelo jornal Times of Israel indicarem que Larijani teria sido atingido em um ataque de precisão na noite de segunda-feira (16). Segundo fontes militares israelenses, o alvo estava em um apartamento usado como esconderijo e teria sido atingido junto com seu filho.
Em comunicado por vídeo, Katz afirmou que o chefe do Estado-Maior informou a eliminação de Larijani e também de Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basij, considerada um dos principais instrumentos de repressão do regime iraniano. O ministro acrescentou que Israel continuará perseguindo lideranças iranianas.
Horas depois, o Exército israelense confirmou oficialmente a operação e descreveu Larijani como o “líder efetivo” do regime desde a morte do líder supremo Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro. A justificativa, segundo os militares, seria a sucessão de baixas entre autoridades de alto escalão após ataques conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos nas últimas semanas.
Sem confirmação do Irã
Apesar das declarações, o Irã não confirmou o bombardeio nem a morte de Larijani. Durante a madrugada, agências estatais iranianas divulgaram uma mensagem manuscrita atribuída ao líder, datada desta terça-feira, que menciona a guerra e homenageia soldados mortos, mas não faz referência ao ataque. Não há confirmação sobre quando o texto foi escrito.
Considerado um dos homens mais poderosos do regime iraniano, Larijani vinha ganhando ainda mais influência em meio ao conflito com os Estados Unidos e Israel, especialmente após a morte de Khamenei e de outros integrantes da cúpula governista. Ele foi visto publicamente pela última vez na sexta-feira, durante manifestações do Dia de Al-Quds, e recentemente havia feito ameaças ao presidente norte-americano Donald Trump.
O episódio ocorre em meio à intensificação dos ataques israelenses contra o território iraniano. Segundo o Exército de Israel, bombardeios “em larga escala” atingiram Teerã pouco antes das 23h de segunda-feira (horário de Brasília). O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, afirmou que as operações noturnas resultaram em “conquistas significativas” e podem influenciar o rumo da guerra.
Enquanto isso, autoridades iranianas seguem sem confirmar oficialmente as alegações, mantendo a incerteza sobre o destino de Larijani e os desdobramentos do conflito em curso.
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