JUSTIÇA NO BRASIL: Menor Piu se entrega após tumulto na casa do filho de Marcinho VP, mas retorna imediatamente à semiliberdade depois de fuga de dois meses

Adolescente infrator foi encontrado na casa do trapper Oruam e se entregou à polícia após operação tumultuada

JUSTIÇA NO BRASIL: Menor Piu se entrega após tumulto na casa do filho de Marcinho VP, mas retorna imediatamente à semiliberdade depois de fuga de dois meses

Menor Piu retorna ao sistema socioeducativo após fuga e será mantido em semiliberdade

O adolescente conhecido como Menor Piu, que ganhou notoriedade após ser encontrado na residência do trapper Oruam, retornará ao cumprimento de medida socioeducativa em regime de semiliberdade. A decisão foi tomada pela Vara da Infância e da Juventude após o jovem ser recapturado na última segunda-feira, encerrando uma fuga que durava desde maio deste ano.

O caso teve início quando Piu, que cumpria medida por roubo de veículo, deixou de comparecer a uma consulta médica no Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (Criaad), motivando a expedição de mandado de busca e apreensão. Durante dois meses, as autoridades procuraram pelo adolescente até localizá-lo na casa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, filho do traficante Marcinho VP.

A magistrada responsável pelo processo fundamentou sua decisão afirmando que "não há elementos nos autos que demonstram a reintegração social do reeducando", optando pela continuidade da medida de semiliberdade em detrimento da internação provisória. A determinação judicial considera que o adolescente deve permanecer no sistema socioeducativo para completar seu processo de ressocialização.

Operação policial termina em tumulto e resistência

A tentativa de apreensão de Menor Piu resultou em confronto entre policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e moradores da região. Segundo relatos dos agentes, pedras foram arremessadas contra as viaturas durante a operação, inclusive pelo próprio Oruam, que posteriormente se entregou às autoridades e divulgou um pedido de desculpas aos fãs.

Durante o tumulto, Piu conseguiu fugir para uma área de mata acompanhado de outros jovens. Um deles, Paulo Ricardo de Paula Silva de Moraes, conhecido como Boca Rica, foi preso em flagrante. Toda a confusão foi filmada pelos próprios envolvidos, e as gravações estão sendo utilizadas pela polícia como evidência no inquérito que investiga crimes de desacato, ameaça, resistência e associação ao tráfico.

A DRE tem prazo de 30 dias para concluir o relatório da investigação. Oruam pode ser indiciado por múltiplos crimes que, somados, preveem penas de até 18 anos de reclusão, demonstrando a gravidade das acusações que pesam sobre o artista.

Entre o crime e a arte: o dilema de Menor Piu

Nas redes sociais, o adolescente manifestou o desejo de abandonar a criminalidade e investir em uma carreira artística. Piu já produzia vídeos e músicas de rap, atividade que sua defesa apresenta como possível caminho para reintegração social. A declaração representa uma tentativa de mudança de trajetória para o jovem que se tornou conhecido no meio musical.

Entretanto, o histórico criminal do adolescente contradiz suas intenções declaradas. Ele é associado a uma facção criminosa que atua no Complexo da Penha, onde integrava um grupo denominado "Equipe do Ódio", suspeito de envolvimento em diversos roubos de veículos na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O contraste entre a aspiração artística e o passado criminoso evidencia os desafios enfrentados por jovens em conflito com a lei. O sistema socioeducativo terá agora a responsabilidade de avaliar se a manifestação de Piu representa uma genuína mudança de comportamento ou apenas uma estratégia para obter benefícios judiciais.

#MenorPiu #Oruam #ComandoVermelho #MarcinhoVP #MedidaSocioeducativa #Semiliberdade #DRE #ComplexoDaPenha #EquipeDoOdio #BocaRica #VaraInfanciaJuventude #Criaad #TrapperBrasil #CriminalidadeJuvenil #ReintegracaoSocial

Por Ultima Hora em 26/07/2025
Aguarde..