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A Light, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Rio de Janeiro, protagoniza mais um episódio de descaso com os consumidores da Baixada.
Moradores da Rua Oscar Soares, no trecho do número 676, em frente ao tradicional Restaurante Peixe do Vanôr, estão há cinco dias sem energia elétrica, mesmo após registrarem mais de 50 reclamações junto à empresa.
O caso ganhou contornos ainda mais graves quando um técnico da Light, identificado como Denilson, que havia prometido comparecer ao local há três dias, atendeu o telefone oficial da empresa na quarta-feira de cinzas alegando que o número "não pertencia mais à Light, mas à funerária Vai com Deus" - uma clara demonstração de desrespeito aos clientes que sofrem com a interrupção do serviço.

Moradores vivem como "no século passado".
A falta de energia elétrica tem causado transtornos severos aos moradores da região. Além da impossibilidade de trabalhar em home office, os alimentos estão se deteriorando nas geladeiras, forçando as famílias a viverem "à luz de velas", como relatado pelos próprios afetados.
A situação se torna ainda mais crítica considerando que muitos profissionais dependem da energia elétrica para manter suas atividades, especialmente em um período pós-carnavalesco quando o retorno às atividades normais é essencial.
O problema vai além do desconforto doméstico. Fios de energia elétrica espalhados pela calçada representam um risco iminente à segurança dos pedestres. Na terça-feira, uma senhora de aproximadamente 70 anos, acompanhada das netas, sofreu uma queda ao tentar se desviar dos fios expostos, evidenciando o perigo que a negligência da concessionária representa para a população.
Padrão de descaso se repete pela cidade.
Este não é um caso isolado na atuação da Light. Recentemente, os bairros do Leme e Copacabana ficaram sem energia por mais de 48 horas em janeiro de 2026, levando o Procon Carioca a notificar formalmente a empresa e exigir esclarecimentos sobre o restabelecimento do serviço e compensações aos consumidores afetados.
Direitos do consumidor e busca por reparação.
Especialistas em direito do consumidor orientam que os afetados formalizem suas reclamações junto aos órgãos de defesa, como o Procon, e busquem orientação jurídica para possíveis ações de ressarcimento por danos materiais e morais.

A interrupção prolongada do fornecimento de energia elétrica, especialmente quando acompanhada de riscos à segurança, configura prestação inadequada de serviço público essencial.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estabelece prazos máximos para o restabelecimento do fornecimento, e o descumprimento destes prazos pode resultar em multas para a concessionária e direito à compensação para os consumidores afetados.
Necessidade de melhorias urgentes.
O episódio da Rua Oscar Soares, agravado pela postura desrespeitosa do técnico que zombou dos clientes, evidencia a necessidade urgente de a Light adotar medidas eficazes para melhorar a qualidade do serviço prestado e o atendimento ao cliente.
A empresa precisa implementar protocolos mais rigorosos de manutenção preventiva e resposta a emergências, além de treinar adequadamente seus funcionários para o atendimento respeitoso aos consumidores.
A situação se torna ainda mais inaceitável considerando que se trata de um serviço público essencial, regulamentado por agências governamentais e custeado integralmente pelos usuários através das tarifas cobradas mensalmente.

Atualização 19/02/2026 - 15h38 (Brasília): Até o momento desta reportagem, os moradores da Rua Oscar Soares, número 676, em frente ao tradicional Restaurante Peixe do Vanôr, em Nova Iguaçu, permanecem sem energia elétrica há cinco dias.
A única ação realizada pela Light foi o isolamento da calçada, sem efetuar os reparos necessários para restabelecer o fornecimento de energia.
A situação expõe de forma gritante o descaso da concessionária com os consumidores da Baixada Fluminense. Mesmo após mais de 50 reclamações registradas e com fios de energia espalhados pela via pública representando risco à população, a empresa se limitou a cercar a área sem resolver o problema que afeta dezenas de famílias.
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