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Era pra ser um recomeço triunfal, com direito a fogos de artifício e tapete vermelho. Trump voltou à Casa Branca como quem volta pro trono: batendo no peito, prometendo “América Grande de Novo”, esbravejando contra tudo e todos, e jurando que agora sim a economia ia bombar. Só que... caiu do salto. E o tombo não foi só dele — arrastou junto a confiança de boa parte dos americanos.
A famosa lua-de-mel dos 100 primeiros dias acabou em menos de 60. E não foi por falta de esforço do presidente em performar. O problema é que, enquanto ele gritava “está tudo ótimo!”, os números faziam cara de deboche. Segundo as últimas pesquisas, a maioria dos americanos acredita que a economia PIOROU com Trump. Isso mesmo. O povo que esperava solução, recebeu mais problema — com juros, correção e boletos vencidos.
A Bolsa de Valores, que antes era o xodó do homem de negócios, agora parece uma montanha-russa em dia de tempestade. O índice S&P 500 entrou oficialmente em correção, com queda superior a 10%. O motivo? Trump resolveu brincar de xerife internacional, lançando tarifas sobre tudo que vê pela frente. Resultado: o mercado tremeu, investidores correram e os produtos ficaram mais caros até no supermercado do bairro.
Pra piorar, quando o Departamento de Estatísticas do Trabalho divulgou dados nada animadores sobre o emprego, Trump não pensou duas vezes: demitiu a responsável, acusando a mulher de “sabotagem política”. Em vez de enfrentar a realidade, preferiu atirar no mensageiro. Literalmente um tiro no pé — ou melhor, nos dois pés da população.
A economia americana, que já vinha patinando, engasgou de vez. O crescimento do PIB mal passou de 1,3%, a inflação resiste feito chiclete no asfalto e a indústria perdeu fôlego, cortando milhares de postos. E, no meio disso tudo, o presidente insiste que está tudo “maravilhoso”. Só se for no universo paralelo dele.
A juventude, que lá atrás tinha esperança de que Trump pudesse consertar alguma coisa, também virou as costas. Antes da posse, 55% dos jovens de 18 a 29 anos aprovavam o governo. Hoje, esse número desabou pra 28%. A realidade bateu mais forte que discurso de campanha.
Nas ruas, o clima é de decepção. A promessa de prosperidade virou fila no desemprego e preço salgado no posto de gasolina. A confiança evaporou. O que sobra são memes, polêmicas no X (o antigo Twitter), e um presidente que parece mais perdido que GPS sem sinal.
No fim das contas, o que era pra ser o segundo ato de um herói virou um espetáculo de trapalhadas. Trump prometeu tiro certeiro, mas entregou bala no próprio pé. E quem tá mancando agora é a economia americana — e, claro, o bolso do povo.
Por: Arinos Monge.
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