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Em Queimados, a população agora vai pagar mais caro para… esperar. A Câmara Municipal aprovou, em segunda discussão, um aumento de 58% na Contribuição de Iluminação Pública (CIP), fazendo com que o valor da taxa residencial salte de R$ 18,94 para R$ 29,87. Comerciantes e indústrias também entram no pacote, garantindo que todos compartilhem generosamente do “esforço coletivo” de iluminar a cidade.
O projeto de lei segue agora para o prefeito Glauco Kaizer, que tem 15 dias para sancionar ou vetar a medida. A promessa? Modernizar 15 mil pontos de luz com lâmpadas de LED até o final de 2026. Ou seja, os moradores vão pagar mais… e ainda esperar alguns anos para finalmente ver suas ruas iluminadas.
A prefeitura garante que metade da cidade já recebeu o novo sistema, mas muitos moradores lembram que há anos enfrentam ruas escuras, postes apagados e buracos — que, ironicamente, ficam ainda mais visíveis quando a conta chega mais cara. A Secretaria de Conservação admite que ainda existem pontos críticos, principalmente em áreas que o LED ainda parece não ter visitado.
Enquanto isso, a concessionária de energia faz a sua parte, recolhendo os valores arrecadados até o 10º dia útil do mês seguinte. E os moradores? Bem, eles podem treinar o olho humano para enxergar no escuro — porque de iluminação rápida, nada.
No final, a sensação é de que, em Queimados, a luz ainda está lá… só que primeiro no bolso dos cidadãos. E enquanto esperam pelas promessas de LED, a população já sabe: o aumento chegou antes da iluminação.
Por: Arinos Monge.
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