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Brasília (DF), 22/06/2023 – O ministro relator, Benedito Gonçalves, durante sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o julgamento da ação (Aije nº 0600814-85) que pede a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e de Walter Braga Netto, candidatos à Presidência da República nas Eleições 2022. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves teve seu visto de entrada nos Estados Unidos cancelado. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (22) pela agência Reuters.
Gonçalves foi o relator dos processos que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro por abuso de poder político e econômico, decisão que o afastou das urnas por oito anos.
Além do ex-ministro, os EUA também revogaram os vistos das seguintes autoridades:
Pressão política e efeitos no Brasil
O cancelamento do visto de Benedito Gonçalves soma-se a uma série de sanções adotadas por Washington contra autoridades brasileiras. Segundo os EUA, tais ações buscam atingir redes de influência e financiamento consideradas problemáticas, em linha com a aplicação da chamada Lei Magnitsky — legislação que prevê punições contra pessoas acusadas de corrupção e violações de direitos humanos.
Nesta segunda-feira, Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, também foi alvo da mesma política, assim como o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, entidade ligada à família do magistrado. No caso, o governo americano afirmou que o objetivo seria enfraquecer uma suposta “rede de apoio financeiro” a Moraes.
Reações e novos alvos
Outro atingido pela medida foi o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. Ele classificou a revogação de seu visto como “uma agressão injusta” e reafirmou seu compromisso com a defesa da independência do sistema de justiça brasileiro.
O endurecimento das ações por parte dos EUA gerou apreensão entre autoridades e reforçou a percepção de que Washington pretende ampliar a pressão diplomática sobre o Brasil em meio às tensões políticas.
Via Agenda do poder
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