Marcos Muller perde recurso e permanece impedido de entrar na Alerj

Desembargador confirma proibição de parlamentar exercer mandato por rachadinha

Marcos Muller perde recurso e permanece impedido de entrar na Alerj

Justiça mantém afastamento de deputado Marcos Muller da Alerj por esquema de rachadinha. Desembargador rejeita recurso e confirma proibição de entrada nas dependências dos poderes Executivo e Legislativo

A Justiça fluminense rejeitou nesta segunda-feira (14) o recurso apresentado pelo deputado estadual Marcos Muller (União Brasil) contra a decisão que determinou seu afastamento do mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O desembargador Paulo Sergio Rangel do Nascimento, em julgamento monocrático, rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa do parlamentar, mantendo integralmente a decisão que o impede de exercer suas funções legislativas.

A decisão judicial confirma a cassação da liminar que havia permitido ao deputado assumir sua cadeira no parlamento estadual desde janeiro deste ano. No último dia 26 de junho, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio havia revogado por maioria a medida liminar, determinando o afastamento imediato de Muller das atividades parlamentares. A nova decisão mantém a "proibição de entrada e permanência nas dependências dos poderes executivo e legislativo, bem como proibição de assunção, posse ou nomeação a qualquer cargo".

As acusações contra Marcos Muller baseiam-se em denúncia apresentada pelo Ministério Público, que aponta suposto esquema de desvio de verbas públicas através da prática conhecida como "rachadinha". Segundo a investigação, o deputado teria nomeado assessores parlamentares em seu gabinete com o objetivo específico de desviar recursos públicos, obrigando os funcionários a devolver parte dos salários. Essa prática configura crime contra a administração pública e motivou a decisão judicial proferida originalmente em 2023.

O caso ganhou complexidade devido às circunstâncias políticas que levaram Muller ao exercício do mandato. Na eleição de 2022, o político ficou apenas como suplente, sem direito inicial à cadeira na Alerj. No entanto, a eleição do ex-deputado Márcio Canella (União Brasil) como prefeito de Belford Roxo em 2024 desencadeou uma "dança das cadeiras" que resultou na convocação de Muller para assumir a vaga no parlamento estadual.

Desde janeiro deste ano, Marcos Muller vinha exercendo o mandato parlamentar graças à liminar que suspendia os efeitos da decisão de 2023. Contudo, o julgamento realizado no dia 26 de junho reverteu essa situação quando os desembargadores, por maioria, cassaram a liminar. Conforme consta no acórdão, "por maioria, denegaram a ordem, cassando a liminar, com comunicação à Alerj, vencida a relatora que concedia a ordem". O processo tramita em segredo de justiça, limitando o acesso a informações mais detalhadas sobre as investigações e provas apresentadas contra o deputado.

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Por Ultima Hora em 15/07/2025
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