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O Brasil tem a pior "elite" do mundo, e o tarifaço de Donald Trump serviu para escancarar isso. Quando usamos o termo "elite", geralmente pensamos na reunião dos melhores, mas não é o caso. Refiro-me à elite econômica, que no Brasil é a mais rastaquera de todas. Mas o que esperar de uma "nobreza" herdada de senhores de escravos? Antigamente, inspiravam-se na aristocracia europeia; hoje, veneram a terra do Tio Sam. O motivo real? Sentem ódio de seu próprio país e de sua identidade.
Em nenhum lugar do mundo o Agente Laranja encontrou um terreno tão fértil para implementar suas maluquices quanto no Brasil. Apesar de inicialmente criticarem a interferência estrangeira em nossas instituições, os veículos de mídia já começam a falar abertamente que o Brasil deve se submeter às vontades estadunidenses. O mais interessante vem da elite paulista, que se orgulha tanto da luta de 1932, mas se submete a ser um enclave estadunidense.
A prova cabal de que o incentivo à submissão é único no nosso país é a reação ao acordo com a União Europeia.
Após o missivista do caos enviar ameaças em atacado, reuniu-se com os reféns e fez um acordo em que a União Europeia se submeteu. Após o anúncio, houve reação negativa, principalmente na França. Mas aí dirão os minions laranjas: "Essa esquerda maldita sempre ataca o nosso Trump!" Pois bem: quem criticou não foi o Mélenchon, e sim o primeiro-ministro Bayrou. Mas os bolsonaristas retrucarão: "Ah, esse cara é melancia!" E a Le Pen? A mulher que está à direita do demônio, que, se eleita, seria na Europa o que o Laranja é nos EUA.
A Europa se submeter era mais do que esperado, até porque o bloco é mero estafeta das vontades de Washington. Se estivéssemos no Brasil até os anos 1990, principalmente durante a ditadura empresarial-militar, seríamos o Stephen, e os EUA seriam Calvin Candie Como dizia Juracy Magalhães: "O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". Não teríamos soberania, apenas submissão.
Apesar do que muitos defendem, principalmente certo colunismo servil, não vamos virar a barriga para cima e esperar um carinho, como fez a União Europeia. Aceitem hoje, o "S" em Brasil, não significa submissão e sim soberania.
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