O Rio tá travado: Barricadas viram praga nas comunidades e deixam morador na mão

O Rio tá travado: Barricadas viram praga nas comunidades e deixam morador na mão

As ruas das comunidades do Rio estão cada vez mais fechadas por barricadas. É pedra, ferro, entulho, carro queimado... Tudo jogado no meio da rua pra impedir a passagem de polícia, inimigo e até dos próprios moradores. Virou rotina. Virou praga.

Quem vive em favelas como Maré, Complexo do Alemão, Penha, Jacarezinho e Rocinha sabe: é sair de casa e dar de cara com mais um bloqueio. E o pior: ninguém faz nada. Ambulância não entra, bombeiro trava, o caminhão do lixo nem chega perto.

“Tem dia que o gás não vem, a entrega cancela, a van da escola não passa. A gente fica preso dentro da própria casa”, contou uma moradora da Penha.

As barricadas surgem do nada, muitas vezes de madrugada. Algumas são improvisadas, outras parecem obra de pedreiro profissional. Dá pra ver que o poder do tráfico não é mais escondido — tá escancarado, dominando território com cimento e solda.

E o poder público? Tá lento. Quando a prefeitura vai lá tirar, no dia seguinte já colocaram tudo de novo. Aí entra polícia, sai polícia, e o povo continua no sufoco.

Tem bairro que nem iFood entrega mais. “Aqui ninguém sobe. Falam que é área vermelha, cheia de barricada. A gente que se vire”, disse um jovem da Zona Norte.

No fim das contas, o morador é quem paga o preço. Além da violência, agora tem que enfrentar rua bloqueada todo dia. O Rio tá travado — e quem segura o volante é o crime.

Por: Arinos Monge.

Por Ultima Hora em 12/07/2025
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