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A sociedade muitas vezes faz uma leitura equivocada do envelhecimento, acreditando que, após os 60 anos, não há mais espaço para crescimento, inovação ou contribuição significativa.
Essa visão é tão equivocada quanto a história do filhote de elefante acorrentado. Uma fábula que está na nossa cara, mas que muitos preferem ignorar.
A Fábula do Filhote de Elefante Acorrentado:
Um pequeno filhote de elefante é amarrado a uma estaca com uma corrente que, na verdade, seria fácil de romper. Mas, por estar desacostumado a sua força, ele acredita que não pode libertar-se. Conforme cresce, o elefante se torna um gigante, forte e capaz de romper aquela corrente—mas, na sua cabeça, ele ainda acredita que não consegue. E assim, permanece ali, acorrentado por uma limitação mental que nem a sua força física consegue mais sustentar.
Essa história nos lembra de como muitas pessoas, especialmente os idosos, podem estar desacordadas de sua força, potencial e sabedoria. A sociedade, por sua vez, muitas vezes reforça esse condicionamento ao considerá-los “fora de alcance”, “desatualizados” ou “sem energia”. A idade, na maioria das vezes, é vista como um limite, uma corrente invisível que impede o reconhecimento das capacidades reais.
A Força do Idoso que Ainda Pode Crescer e Contribuir:
Mas, assim como o elefante, os idosos carregam uma força interior extraordinária, muitas vezes desconhecida, porque nunca lhes foi dada a oportunidade ou o incentivo para despertar esse potencial. A partir dos 60 anos, muitas pessoas ainda começam novas carreiras, aprendem novas habilidades, reinventam suas vidas e, sobretudo, trazem experiências que enriquecem o mundo.
A história de nomes como:
- Colonel Sanders (fundador da KFC, que começou sua franquia aos 62 anos),
- Laura Ingalls Wilder** (que escreveu seus famosos livros aos 65 anos),
- Grandma Moses (que começou sua arte na velhice), mostram que a idade é, na maioria das vezes, uma questão de perspectiva. São exemplos de que nunca é tarde para descobrir força, criatividade e propósito.
No Brasil destacamos:
Mauro Wainstock
“É palestrante TEDx e consultor sobre Turnover e Comunicação Intergeracional. Foi eleito o 10º influenciador Mundial em Diversidade e inclusão, nomeado TOP RH influencer América Latina, é jurado do “Prêmio Ser Humano”, da ABRH Brasil, e LinkedIn TOP VOICE (3 selos).
É sócio de 5 empresas, colunista da EXAME, membro do Instituto Brasileiro de ESG, da Diversity Board e de 4 conselhos empresariais, além de mentor de executivos, professor da ESPM (RJ/SP) e coautor de inúmeros livros.
Foi idealizador e realizador do Hacka4All, o primeiro Hackaton sobre diversidade e inclusão do Brasil. Também é jurado do “Hackathon International Space Apps Challenge”/NASA e parceiro do “Startup World Cup”, maior competição de startups do mundo”
Fernando Potsch
“Valorizar os mais vividos como um ecossistema empreendedor vigoroso revela visão de futuro. Este segmento já representa 28% da população brasileira, movimenta quase R$ 2 trilhões por ano no Brasil e US$ 15 trilhões no mundo. Se fosse um país, seria a 3ª maior economia global”
Na área feminina temos inúmeros exemplos de ativismo e vitalidade, temos: Kika Gama Lobo, Bruna Lombardi, Deborah Olivieri, Maitê Proença, a saudosa Glória Maria e tantas outras pessoas que não limitam seus propósitos e projetos contabilizando seu tempo de vida e sim seguem desenvolvendo suas habilidades e potenciais que impactem suas próprias emoções e influenciam seu entorno com bom humor e disposição de viver intensamente.
Cuidando das Correntes Mentais
Muitas vezes, a maior prisão está na cabeça – uma corrente invisível que limita o potencial devido ao etarismo, ao medo, à acomodação. Essa mentalidade pode nos cegar para o fato de que o verdadeiro envelhecimento saudável não é apenas uma questão de cuidados físicos, mas também de manter a mente ativa, o espírito curioso e o desejo de aprender.
Como podemos romper essas correntes?
- Incentivando a aprendizagem contínua;
- Oferecendo oportunidades para que os idosos assumam papéis de liderança e inovação;
- Valorizando suas histórias, experiências e contribuições únicas;
- Combatendo o preconceito com humor e informação verdadeira.
A Morte que Não é Fim
Como ponderaram filósofos e pensadores, morrer na alma, no sentido mais profundo, muitas vezes ocorre por permitirmos que a rotina, o ócio e a falta de propósito tomem conta de nossas vidas. Não é apenas uma questão física, mas de uma alma que deixou de se desafiar e crescer.
Conclusão
A história do filhote de elefante acorrentado nos convida a refletir: até que ponto estamos deixando nossas próprias correntes nos impedirem de explorar todo o nosso potencial, independentemente da idade? Aos +60, a força ainda está lá, esperando para ser descoberta, libertada e celebrada.
Vamos então desafiar essa mentalidade limitante, aprender com os exemplos de quem começou tudo na terceira idade e entender que envelhecer é uma oportunidade de continuar crescendo, contribuindo e, sobretudo, sendo fortemente capazes de transformar histórias, vidas e realidades.
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