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Diretamente do Camarote Camisa 10, localizado no Setor 8 da Marquês de Sapucaí, o grupo Os Crias do Funk se prepara para mais uma apresentação especial durante o Carnaval 2026.
Em entrevista exclusiva entre as apresentações, os integrantes William, Mano, Teco, André, Cacau e Danda revelaram os segredos do repertório que promete fazer a galera "vibrar, cantar e recordar" os grandes clássicos do funk raiz que marcaram época no Rio de Janeiro.
Funk raiz é essencial no Carnaval.
"Não pode faltar muito funk raiz, aquele que sacode a galera mesmo no carnaval", declarou um dos integrantes do grupo, evidenciando a importância de manter viva a tradição do funk carioca durante a maior festa popular do mundo.
Esta filosofia musical conecta o Camarote Camisa 10 com as raízes culturais do Rio de Janeiro, onde o funk nasceu e se desenvolveu.
A escolha por privilegiar o funk raiz demonstra respeito pela história do gênero musical e reconhecimento de que estes clássicos possuem um apelo nostálgico irresistível para o público carnavalesco. "Aquele que sacode a galera mesmo" reflete a energia contagiante que caracteriza tanto o funk quanto o Carnaval carioca.
Clássicos indispensáveis no repertório.
Quando questionados sobre músicas que não podem ficar de fora do show, Teco foi categórico: "São várias, mas acho que um classicão é 'Rap da Felicidade', não pode faltar nunca, 'Rap do Silva'. Aí, por aí vai".
Estas escolhas revelam a consciência do grupo sobre quais sucessos realmente marcaram a história do funk carioca.
O "Rap da Felicidade", considerado um dos hinos do funk raiz, representa muito mais que uma música; simboliza toda uma época e uma geração que cresceu ouvindo estes clássicos. Sua presença obrigatória no repertório demonstra o respeito dos Crias do Funk pela tradição do gênero.
Complementando a lista, outro integrante mencionou: "Como ele falou, felicidade, 'Estrada da Posse'." Então são várias que marcaram. A inclusão de "Estrada da Posse" no repertório evidencia a diversidade de clássicos que o grupo domina e a riqueza do catálogo do funk raiz carioca.
Repertório personalizado e histórico.
"Sempre cada um dos crias aqui, que fez parte da sua história, a gente vai cantar cada um lá, que a galera vai vibrar, vai cantar e vai recordar juntinho com os crias do funk", explicou um dos membros, revelando como o grupo personaliza suas apresentações com base na trajetória individual de cada integrante.
Esta abordagem cria uma conexão especial entre os artistas e o público, pois cada música carrega não apenas a história do funk, mas também as memórias pessoais dos próprios integrantes.
O resultado é uma apresentação autêntica que vai além da simples execução musical.
Ambiente do Camarote Camisa 10.
O Camarote Camisa 10, localizado estrategicamente no Setor 8 da Marquês de Sapucaí, oferece uma experiência premium que combina perfeitamente com a energia do funk raiz. O espaço conta com open bar, open food, espaço beauty, chapelaria, Wi-Fi e transfer opcional, criando um ambiente sofisticado para apreciar os clássicos do funk.
A programação musical diversificada do camarote inclui não apenas Os Crias do Funk, mas também artistas renomados como Belo, Ferrugem, L7nnon, Kevin O Chris, Marcelo D2, Pixote e Cabelinho. Esta variedade musical garante entretenimento de qualidade durante todos os momentos do evento.
Energia contagiante no palco.
"Daqui a pouco os crias voltam daquele jeito, botando o bicho para pegar", prometeu um dos integrantes, usando a expressão típica carioca para indicar que a próxima apresentação será ainda mais intensa.
Esta linguagem autêntica reflete a personalidade descontraída do grupo e sua conexão com a cultura popular do Rio.
A promessa de "botar o bicho para pegar" cria expectativa no público e demonstra a confiança dos artistas em sua capacidade de animar a festa.
Esta atitude positiva é fundamental para o sucesso de apresentações em eventos carnavalescos, onde a energia é contagiante.
Interação com o público.
Durante a entrevista, o grupo demonstrou sua capacidade de interação espontânea com o público ao entoar trechos de músicas conhecidas. "Eu te amo e quero tanto ser teu povo", cantaram em coro, evidenciando como a música funciona como linguagem universal de comunicação e alegria.
Esta facilidade para improvisar e interagir musicalmente demonstra a experiência dos Crias do Funk em eventos ao vivo e sua habilidade para criar momentos especiais mesmo durante entrevistas. A música se torna, assim, uma extensão natural de sua comunicação.
Tradição do funk no Carnaval.
A presença dos Crias do Funk no Camarote Camisa 10 representa a consolidação do funk como parte integrante da trilha sonora carnavalesca carioca.
O gênero, que nasceu nas comunidades do Rio, encontrou no Carnaval um espaço de celebração e reconhecimento de sua importância cultural.
A escolha de privilegiar o funk raiz durante o Carnaval demonstra como a festa popular abraça e preserva as diferentes manifestações culturais da cidade, criando um mosaico musical que reflete a diversidade e riqueza cultural do Rio de Janeiro.
Nostalgia e memória afetiva.
O repertório escolhido pelos Crias do Funk apela diretamente para a memória afetiva do público, especialmente daqueles que vivenciaram o auge do funk raiz nas décadas passadas. Músicas como "Rap da Felicidade" e "Rap do Silva" carregam lembranças de uma época específica da cultura carioca.
Esta estratégia de apelar para a nostalgia é particularmente eficaz durante o Carnaval, período em que as pessoas estão mais receptivas a emoções e memórias positivas. O funk raiz funciona, assim, como uma máquina do tempo musical que transporta o público para momentos especiais de suas vidas.
Autenticidade e raízes culturais.
Os Crias do Funk representam a autenticidade do movimento funk carioca, mantendo viva a essência do gênero mesmo em ambientes sofisticados como o Camarote Camisa 10.
Esta capacidade de preservar a identidade cultural em diferentes contextos demonstra a força e versatilidade do funk como expressão artística.
A manutenção das características originais do funk raiz, incluindo a linguagem, a energia e o repertório clássico, garante que o público experimente a versão mais pura e autêntica do gênero, independentemente do ambiente onde é apresentado.
Impacto cultural e social.
A presença do funk raiz no Carnaval, através de grupos como Os Crias do Funk, representa também um reconhecimento da importância social e cultural deste gênero musical. O funk, que muitas vezes enfrentou preconceitos, encontra no Carnaval um espaço de celebração e valorização.
Esta inclusão contribui para a democratização cultural do Carnaval, mostrando que a festa é capaz de abraçar e celebrar todas as manifestações culturais genuínas do Rio de Janeiro, independentemente de sua origem social ou geográfica.

Por Robson Talber, @robsontalber
Repórter Antonio Lemos @djportugues
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