Polícia Federal encontra adega de vinhos com imagem de Bacellar em operação contra ligação com facção

PF apreende coleção de vinhos e foto de parlamentar em investigação sobre facção

Polícia Federal encontra adega de vinhos com imagem de Bacellar em operação contra ligação com facção

Deputado estadual está entre cinco indiciados por suspeita de vazar informações para o Comando Vermelho

A Polícia Federal descobriu uma adega com dezenas de garrafas de vinho e uma imagem do deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) durante operação de busca e apreensão em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O achado ocorreu em imóvel ligado ao parlamentar, que foi indiciado nesta sexta-feira (27) junto com outras quatro pessoas por suspeita de conexão com o Comando Vermelho.

Operação mira esquema de vazamento de informações

Os mandados judiciais foram cumpridos como parte de investigação que apura organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Além da adega, os agentes apreenderam documentos que agora passam por análise pericial. A descoberta reforça as suspeitas sobre o envolvimento do deputado em atividades ilícitas.

Bacellar está licenciado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro desde sua prisão em dezembro, durante a Operação Unha e Carne. Ele é acusado de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun para integrantes da facção criminosa.

Cinco pessoas indiciadas em esquema criminoso

Junto com Bacellar, foram indiciados o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O grupo é suspeito de formar uma rede de vazamento de informações privilegiadas para o Comando Vermelho.

TH Joias, que assumiu mandato em junho mas perdeu o cargo após prisão por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, é apontado como negociador de armas para a organização criminosa. Sua defesa nega qualquer participação em vazamento de informações.

Desembargador escapa de indiciamento por prerrogativa

O desembargador Macário Judice Neto, que chegou a ser preso durante as investigações, não foi indiciado devido às regras da Lei Orgânica da Magistratura. A norma estabelece procedimentos específicos para responsabilização de magistrados, impedindo seu indiciamento no mesmo processo que os demais investigados.

Bacellar deixou a prisão em dezembro após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que substituiu a detenção por medidas cautelares. O parlamentar continua respondendo ao processo em liberdade.

Esquema revelava operações policiais para facção

As investigações apontam que o grupo teria acesso privilegiado a informações sobre operações policiais, repassando dados estratégicos para o Comando Vermelho. O vazamento teria prejudicado diversas ações das forças de segurança, permitindo que criminosos se antecipem às investidas policiais.

A descoberta da adega com a imagem do deputado adiciona elementos materiais às suspeitas sobre seu envolvimento no esquema. Os peritos analisam todos os itens apreendidos para estabelecer conexões entre os investigados e suas atividades ilícitas.

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Por Ultima Hora em 01/03/2026
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