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O evento acontece no Centro Cultural Dr. João Sampaio Filho e reunirá pesquisadores renomados, estudantes, gestores públicos, representantes de ONGs e lideranças comunitárias.
A iniciativa é endossada pelo Comitê Executivo da ONU, faz parte da Década dos Oceanos e está alinhada ao ODS 14 – Vida na Água, o que reforça sua relevância global. Além disso, conta com apoio da CAPES e do CNPq, consolidando-se como um espaço de cooperação internacional e de promoção da ciência com propósito.
O desafio da poluição plástica
De acordo com levantamentos recentes, o Brasil está entre os países que mais despejam plásticos nos oceanos, somando 1,3 milhão de toneladas por ano – o equivalente a 10% de todo o descarte global. Esse número impacta diretamente a vida marinha, compromete a biodiversidade e ameaça os ecossistemas costeiros. Para especialistas, esse é um dos maiores desafios ambientais da atualidade e exige não apenas ações de mitigação, mas também mudanças estruturais na forma como produzimos, consumimos e descartamos o plástico.
O IWPPPO surge justamente como um espaço de debate interdisciplinar, reunindo mais de 500 participantes de 10 países, em uma programação diversificada com palestras, mesas-redondas, apresentações científicas, exposições artísticas e atividades educativas. A proposta é combinar pesquisa científica, políticas públicas e inovação tecnológica, promovendo a troca de conhecimentos e práticas que possam ser aplicadas em diferentes contextos regionais.
Carol Basílio leva mensagem de superação
Um dos momentos mais aguardados da programação de hoje será a palestra da ex-atleta da seleção brasileira de futebol, Carol Basílio, que traz à tona uma história de vida marcada pela superação. Após um acidente de trânsito, Carol teve as pernas amputadas, mas encontrou forças para se reinventar como palestrante e atleta paralímpica, tornando-se inspiração em temas ligados à resiliência, diversidade e inclusão.
“Assim como na minha vida, onde precisei me reinventar e transformar a dor em força, acredito que a humanidade também precisa se reinventar diante da crise ambiental. A poluição plástica não é apenas um problema dos oceanos, mas um desafio para todos nós. Precisamos agir com coragem, união e esperança para garantir um futuro melhor às próximas gerações.”
Importância para a região
De acordo com os organizadores, sediar um evento internacional dessa magnitude em Maceió tem um significado especial. A capital alagoana é conhecida por sua beleza natural e riqueza ambiental, mas também enfrenta os mesmos desafios relacionados à poluição marinha que afetam todo o litoral brasileiro. Nesse sentido, o workshop busca transformar Maceió em referência no debate global sobre soluções sustentáveis para os oceanos.
O professor Jesualdo Marques Pavão, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Análises Sustentáveis do CESMAC, reforça que o encontro “é uma oportunidade de unir ciência, políticas públicas e sociedade civil para construir caminhos coletivos diante de um problema que não tem fronteiras”.
Com o lema “Oceanos em crise, ciência com propósito: transformando conhecimento em esperança”, o IWPPPO reafirma a necessidade de olhar para os mares não apenas como fonte de recursos, mas como patrimônio fundamental para a sobrevivência da humanidade.
Por Maicon Salles
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