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Vinte pessoas foram nomeadas para cargos na PortosRio, estatal federal que administra os portos do estado, em uma leva que passou a ser questionada por integrantes da própria empresa. Segundo fontes do alto escalão da companhia, Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo e aliado de Lula, teria influenciado a ocupação de 20 cargos com salários de até R$ 27,8 mil. Isso tudo sem a autorização prévia do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais.
A PortosRio formalizou a mudança da estrutura interna em despacho assinado em 13 de maio de 2026. O texto manda incluir novos cargos e funções de confiança e diz que a medida foi aprovada pelo conselho de administração de forma provisória, enquanto a área federal não dava a palavra final. A alta cúpula da estatal pretende formalizar uma denúncia ao MPF e ao TSE, por entender que as nomeações podem configurar provimento irregular de cargos para fins eleitorais.
Entre a lista de nomeados, está Matheus Carneiro Barros, sobrinho de Waguinho e ex-vereador de Belford Roxo, berço político da família. Também aparecem na lista outros nomes da política fluminense, como Silvio David Pio Oliveira, ex-vereador de Cabo Frio, e Marcelle Cozzolino de Oliveira, do clã Cozzolino.
Coincidência ou não, a lista conta ainda com mais um “Carneiro” — sobrenome de Waguinho —: Sandro Carneiro Monteiro Meirelles, que ganhou o cargo de Secretário da Superintendência da Guarda Portuária, segundo a portaria publicada neste mês.
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