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Rodrigo Bacellar perde força e disputa pelo governo do Rio se acirra entre PP e União Brasil e Ex-presidente do Flamengo e prefeito de Belford Roxo emergem como alternativas na corrida sucessória de 2026
A corrida pela sucessão ao governo do Estado do Rio de Janeiro ganhou novos capítulos com o enfraquecimento político de Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa que até recentemente era considerado nome de consenso entre os partidos da federação União Progressista.
O parlamentar, que chegou a assumir interinamente o Palácio Guanabara, viu sua candidatura perder força após uma série de desgastes políticos que abalaram sua imagem junto aos aliados.
O declínio de Bacellar teve início durante sua breve passagem pelo governo estadual, quando decisões controversas geraram questionamentos sobre sua capacidade de liderança.
O episódio mais emblemático foi a demissão do então secretário Washington Reis, movimento que provocou ruídos significativos na base aliada e expôs fragilidades na articulação política do presidente da Alerj. Essas polêmicas acabaram por minar a confiança que os partidos da federação depositavam em sua candidatura, forçando União Brasil e PP a buscarem alternativas viáveis para 2026.
Diante do cenário de incertezas, o Progressistas decidiu apostar suas fichas em Rodolfo Landim, ex-presidente do Flamengo que conquistou notoriedade nacional durante sua gestão no clube carioca. Multi-campeão à frente da agremiação rubro-negra, Landim traz para a política a popularidade conquistada nos gramados e o reconhecimento por uma administração considerada exitosa.
Sua experiência na gestão de uma das maiores instituições esportivas do país é vista pelo PP como um diferencial importante para conquistar o eleitorado flamenguista, que representa uma parcela significativa dos votantes cariocas e fluminenses.
Por sua vez, o União Brasil encontrou em Márcio Canella, prefeito de Belford Roxo, uma alternativa promissora para manter sua relevância na disputa estadual. Reeleito em 2024 com expressivos 62,9% dos votos, Canella apresenta números que impressionam até mesmo os mais experientes analistas políticos.
Segundo levantamento da Quaest, 91% dos moradores de Belford Roxo acreditam que a cidade "está no rumo certo", enquanto 86% aprovam sua gestão municipal. Esses índices de popularidade colocam o prefeito em posição privilegiada para uma eventual candidatura estadual.
A fragmentação da federação União Progressista reflete as mudanças no cenário político fluminense e sinaliza uma disputa mais acirrada do que inicialmente previsto.
Com Bacellar perdendo espaço e novos nomes ganhando projeção, a sucessão de 2026 promete ser marcada por embates intensos entre lideranças que representam diferentes perfis e estratégias políticas. O movimento também demonstra como eventos aparentemente menores, como a gestão interina do governo, podem ter impactos duradouros nas ambições eleitorais e no equilíbrio de forças entre os partidos aliados.
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