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Paes rompe trégua com Castro e detona governo após nova prisão: "Tchutchucas do Comando Vermelho"
Prefeito do Rio eleva tom contra governador após operação da PF prender ex-secretário estadual por segunda vez
O prefeito Eduardo Paes (PSD) quebrou definitivamente a trégua política com o governador Cláudio Castro (PL) nesta segunda-feira (09), após a Polícia Federal expedir novo mandado de prisão contra Alessandro Pitombeira Carracena, ex-subsecretário estadual de Esportes. Em publicação nas redes sociais, o pré-candidato ao governo do estado usou termos duros para criticar a gestão Castro, chamando os envolvidos de "tchutchucas do Comando Vermelho".
A operação da PF também mirou o delegado Fabrízio Romano, ambos suspeitos de tráfico de influência para favorecer a empresa TH Joias, ligada a um ex-deputado estadual já preso. O caso reacende o debate sobre a infiltração do crime organizado nas estruturas do poder público fluminense.
Histórico de escândalos no governo Castro
Paes relembrou uma série de casos envolvendo dirigentes do governo estadual com ligações ao crime organizado. "Eu já até perdi a conta de quantos dirigentes do governo do Estado foram presos por ligação com o crime organizado", declarou o prefeito, citando episódios que marcaram a gestão Castro.
Entre os casos mencionados estão secretários negociando com traficantes em presídios federais, autoridades entregando operações policiais ao crime e conexões com contraventores do jogo do bicho. O prefeito também fez referência aos investimentos questionáveis do RioPrevidência no Banco Master, que geraram investigações sobre possíveis irregularidades.
Operação da Polícia Federal
A nova operação investiga esquema de tráfico de influência que teria beneficiado a TH Joias, empresa do setor de joalheria com ramificações no mercado de luxo. Alessandro Pitombeira, que já havia sido alvo de investigações anteriores, volta ao centro das atenções da Justiça Federal.
O delegado Fabrízio Romano, também preso na operação, é investigado por supostamente usar sua posição para facilitar negócios ilícitos. A PF apura se houve favorecimento sistemático a empresários ligados ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Paes assume tom de campanha
Com as eleições estaduais se aproximando, Paes adotou discurso claramente eleitoral ao atacar o governo Castro. "Esse ano a gente vai decidir se essa turma continua defendendo o crime de dentro do estado ao acreditar no discurso falso de 'valentões' deles quando na verdade são todos tchutchucas do Comando Vermelho", disparou.
O prefeito conectou os escândalos à situação de segurança pública do Rio de Janeiro, sugerindo que a infiltração criminosa no governo estadual compromete o combate à violência. "Depois a gente não entende porque o Rio está do jeito que está!", concluiu em tom de indignação.
Repercussões políticas
A declaração marca o fim da chamada "trégua" que políticos diziam existir entre Paes e Castro. Com a proximidade das eleições, o prefeito claramente busca capitalizar sobre os escândalos para fortalecer sua pré-candidatura ao Palácio Guanabara.
A estratégia de Paes é se posicionar como alternativa "limpa" ao atual governo, explorando o desgaste causado pelas sucessivas prisões de autoridades estaduais. O discurso anticrime e anti-corrupção deve ser central em sua campanha.
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