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De autoria da vereadora Isa Jane Marcondes (Republicanos), a proposta trata da implementação do atendimento humanizado em todos os serviços de saúde oferecidos à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
O projeto surge como resposta às recorrentes queixas da população sobre o tratamento recebido nas unidades de saúde e tem como objetivo central tornar o acolhimento mais empático, respeitoso e eficaz, desde o primeiro contato do paciente com a equipe até o término do atendimento. A proposta estabelece diretrizes claras para que profissionais de saúde atuem com base em valores como empatia, escuta ativa, solidariedade e respeito à dignidade humana.
Durante entrevista, a vereadora Isa Jane Marcondes destacou que o projeto é fruto de diversas escutas e visitas às unidades de saúde da cidade. Ela contou que a proposta busca romper com práticas insensíveis que muitas vezes afastam o cidadão dos serviços públicos, sobretudo em momentos de vulnerabilidade.
“A gente sabe que o sistema de saúde enfrenta muitas dificuldades. É falta de remédio, demora para conseguir uma consulta, exames que não saem, e muita gente ainda se depara com um atendimento frio, sem acolhimento. Esse projeto quer mudar essa realidade”, explicou.
“Sabemos que nossa saúde pública enfrenta muitos desafios, mas acreditamos que com uma mudança na forma de atender, valorizando a humanização, conseguiremos melhorar significativamente a experiência do povo douradense no sistema de saúde. Esse projeto foi feito para ajudar o povo, para dar dignidade e respeito à nossa gente, principalmente àqueles que mais precisam.”
Entre as diretrizes do projeto, estão a capacitação contínua dos profissionais de saúde, a adoção de protocolos de comunicação clara e acessível aos pacientes e o compromisso das unidades de saúde com práticas que promovam o bem-estar físico e emocional dos usuários.
A proposta também prevê que os profissionais de saúde estejam preparados para lidar com diferentes públicos — incluindo pessoas idosas, com deficiência, gestantes, pacientes em sofrimento mental ou emocional, além de crianças e adolescentes —, sempre observando os princípios de equidade e respeito às diversidades culturais e sociais.
Outro ponto importante é a exigência de uma abordagem que considere o contexto de vida do paciente, ouvindo suas demandas com atenção e fornecendo informações compreensíveis sobre diagnósticos, tratamentos e direitos. Para a vereadora Isa, o cuidado precisa ir além do técnico:
“Humanizar não é apenas ser educado. É ouvir, entender, orientar. É olhar para o outro como alguém que tem nome, história, família, e que merece cuidado de verdade. Um atendimento humanizado pode fazer toda a diferença na recuperação do paciente”, enfatizou a parlamentar.
O projeto ainda será analisado pelas comissões permanentes da Casa antes de ser encaminhado para votação em plenário. Caso aprovado, representará um avanço significativo na qualidade do serviço de saúde prestado em Dourados, reforçando o compromisso com uma gestão mais sensível às necessidades da população.
Por Maicon Salles
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