Quando a palavra vira raiz: Nova Iguaçu honra seus escritores e a memória indígena no Prêmio Antônio Fraga

Quando a palavra vira raiz: Nova Iguaçu honra seus escritores e a memória indígena no Prêmio Antônio Fraga

Uma noite em que a cidade se reconheceu na própria história, na cultura e na força da escrita

Na noite desta terça-feira, Nova Iguaçu fez algo raro e necessário: parou para ouvir suas próprias vozes. Não foi só uma premiação. Foi um gesto de respeito. A prefeitura promoveu mais uma edição do Prêmio Antônio Fraga, dedicado à valorização dos escritores locais e, nesta edição, com um olhar especial para as culturas indígenas e os povos originários.

O Teatro Sylvio Monteiro ficou cheio de gente que escreve com o coração, com a memória e com o pé fincado no chão da cidade. Foram 30 autores iguaçuanos reunidos numa verdadeira celebração da palavra, em uma Noite de Autógrafos que transformou livro em encontro e literatura em afeto.

Literatura que nasce da terra

O livro desta edição, com textos inéditos, trouxe como tema os povos originários. E isso diz muito. Diz sobre lembrar quem veio antes, sobre reconhecer histórias apagadas, sobre entender que Nova Iguaçu também foi — e ainda é — território de resistência, cultura e ancestralidade.

Ali, cada texto carregava mais do que narrativa. Carregava memória, respeito e identidade. Não era só escrever por escrever. Era escrever para marcar, para registrar, para não deixar o silêncio vencer.

Antônio Fraga: nome que segue vivo

O prêmio leva o nome de Antônio Fraga, um dos grandes escritores da Baixada Fluminense, desses que escreveram olhando para a cidade real, para o povo comum, para o cotidiano que quase nunca vira manchete. Dar esse nome ao prêmio é um recado claro: a literatura da Baixada importa.

E importa porque fala da gente, do nosso jeito de viver, das nossas dores, das nossas lutas e também das nossas conquistas.

Mais que prêmio, um abraço na cultura

O Prêmio Antônio Fraga não foi só sobre quem ganhou. Foi sobre valorizar quem insiste em escrever, mesmo sem palco, sem holofote, sem apoio constante. Foi sobre dizer que cultura não é luxo — é base.

Os livros agora seguem caminho: vão para bibliotecas, escolas, rodas de leitura. Mas o mais importante já ficou: a sensação de pertencimento, de reconhecimento e de orgulho.

Uma cidade que se lê

Nova Iguaçu mostrou que também é feita de palavras. Palavras que contam histórias, que resgatam origens e que ajudam a construir o futuro.

Quando a cidade lê a si mesma, ela cresce.
E quando valoriza quem escreve sua história, ela se fortalece.

Fonte: ASCOM/PMNI.

Por: Arinos Monge.

Por Coluna Arinos Monge em 18/12/2025
Aguarde..