Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
Teve dia que o Rio de Janeiro resolveu competir sozinho — e ganhou. As maiores temperaturas do país ficaram todas por aqui, como se o sol tivesse escolhido o estado pra morar. Não foi calor, foi castigo. Termômetro passando dos 40 graus, asfalto derretendo, gente procurando sombra como quem procura ouro.
Na Baixada, o papo era um só: “isso não é normal”. Em Seropédica, a marca passou dos 41 graus. Na capital, chegou perto disso. Niterói também entrou na dança. Resultado: o Rio liderou o ranking nacional do calorão e deixou o resto do país só assistindo, de longe, com menos suor.
Na rua, o cenário era conhecido. Trabalhador espremido no ônibus sem ar, vendedor ambulante vendendo água gelada como se fosse artigo de luxo, cachorro deitado embaixo de carro tentando escapar do chão quente. Nas praias, quem podia correu pro mar, mas nem a água estava ajudando muito. Era sol batendo forte, sem dó.
O calor virou assunto de padaria, de ponto de ônibus, de grupo de WhatsApp. “Tá pior que forno”, dizia um. “Isso é sinal dos tempos”, arriscava outro. O fato é que não foi só sensação térmica, foi temperatura real, daquelas que fazem até ventilador pedir arrego.
E o pior: pouca trégua à vista. O verão mostrou que chegou mandando e, pelo jeito, não pretende ir embora tão cedo. Chove aqui, chove ali, mas o abafamento continua. Aquele calor grudado na pele, que tira o humor, o sono e a paciência.
No fim das contas, ficou a lição popular: água gelada virou item de sobrevivência, sombra é patrimônio público e reclamar do calor virou quase um ato coletivo. Porque quando o Rio esquenta desse jeito, não tem classe social, bairro ou CEP que escape. Todo mundo sua igual.
Por: Arinos Monge.
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!