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O cenário político do Rio de Janeiro se uniu em um ato de celebração e resistência no histórico Circo Voador. O aniversário de Benedita da Silva, ícone da trajetória democrática fluminense, serviu como pano de fundo para discussões centrais sobre o futuro do estado e os desafios da democracia brasileira em 2026.
Entre as vozes de destaque, o deputado federal Reimont (PT-RJ) reafirmou sua posição como um dos parlamentares mais combativos, conectando o legado de Benedita às lutas contemporâneas por justiça social e integridade institucional.

O farol de uma geração e o horizonte eleitoral
Para Reimont, Benedita da Silva representa para o Rio de Janeiro a mesma estatura política e simbólica que o presidente Lula possui para o Brasil.
Cria do Morro do Chapéu Mangueira, a parlamentar é vista como um exemplo de lisura e compromisso ético, tendo percorrido todas as esferas do poder sem abdicar de suas raízes. A celebração de sua vida foi marcada pela defesa de sua pré-candidatura ao Senado Federal em 2026, projeto considerado vital para sustentar as reformas estruturais e garantir uma voz que verdadeiramente represente as classes populares no Congresso.
A viabilidade de Benedita no Senado é tratada como uma peça estratégica para o fortalecimento do governo federal em um eventual quarto mandato de Lula.
O deputado destacou que a experiência de Benedita, que já ocupou cadeiras na Câmara, no Senado e no Governo do Estado, é o diferencial necessário para organizar o país e combater as desigualdades históricas. A trajetória da "Bené" é apresentada como a prova de que a política feita com dignidade e voltada para a base social pode transformar o cenário de exclusão que ainda impera em muitas regiões.
O embate democrático e o recado do parlamento
A análise de Reimont sobre o atual momento político foi dura ao abordar a recente decisão do Congresso Nacional de derrubar o veto do presidente Lula sobre a anistia e a dosimetria de penas para atos antidemocráticos.
O parlamentar não hesitou em classificar o Legislativo como "amigo dos golpistas", argumentando que abrandar punições para quem atentou contra as instituições rasura a democracia. Ele reforçou que a lei deve ser aplicada com rigor e igualdade, sem privilégios para grupos que historicamente flertam com o autoritarismo e o desrespeito à Constituição.
Invocando o espírito de Ulysses Guimarães, Reimont lembrou que trair a Constituição é trair a pátria, e que a impunidade serve apenas para encorajar novas aventuras antidemocráticas. O deputado frisou que a militância deve permanecer incomodada com qualquer tentativa de normalizar a violência política ou de anistiar aqueles que atacaram os pilares da República. Essa defesa intransigente da democracia é o que pauta sua atuação na Comissão de Direitos Humanos e Minority, onde a vigilância contra o arbítrio é uma constante.
Bandeiras de luta e novas fronteiras sociais
Apesar de ter passado o bastão da Comissão de Direitos Humanos para a deputada Alice Portugal, Reimont detalhou as frentes de trabalho que continuam a nortear seu mandato na Câmara Federal. Entre as prioridades estão a defesa dos direitos dos povos indígenas, como a etnia Bororo, e o combate contínuo ao feminicídio.
O parlamentar defende que a valorização da dignidade humana deve ser a métrica de qualquer política pública, especialmente para as populações mais vulneráveis, como as pessoas em situação de rua, que sofrem com a invisibilidade e a falta de assistência.
Novas demandas da sociedade contemporânea também integram sua agenda legislativa, como a proposta de fim da escala de trabalho 6 por 1 e a criação do "ECA Digital". Este último busca atualizar o Estatuto da Criança e do Adolescente para oferecer proteção contra abusos e violência no ambiente virtual, um território onde a vulnerabilidade dos jovens tem sido explorada de forma alarmante. A visão de Reimont integra o desenvolvimento econômico com a justiça social, acreditando que o progresso do Rio de Janeiro só será real quando os direitos fundamentais forem estendidos a todos os seus cidadãos.
A trajetória de Reimont Luiz Otoni Santa Barbara
Reimont Luiz Otoni Santa Barbara, amplamente conhecido como Reimont, nasceu em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, em 2 de setembro de 1961. Sua formação é diversificada, sendo professor e teólogo, com uma trajetória marcada pela Ordem Franciscana e pela militância sindical.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1989 para cursar Teologia na PUC-Rio, onde iniciou sua vida política no movimento estudantil. Antes de ingressar definitivamente na vida partidária, atuou como sacerdote na Tijuca, vindo posteriormente a abrir mão do celibato para constituir sua família.
Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 2002, Reimont construiu uma carreira sólida no legislativo carioca, sendo eleito vereador por quatro mandatos consecutivos entre 2008 e 2020.
Em sua trajetória, destacou-se pela defesa da educação, da cultura e dos direitos dos trabalhadores. Em 2022, consolidou sua liderança ao ser eleito Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, com mais de 39 mil votos, reafirmando sua influência na Federação Brasil da Esperança. Sua atuação parlamentar é pautada pela proximidade com os movimentos sociais e pela busca incessante por justiça social.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
Fontes: Agência Câmara de Notícias, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Arquivo Nacional, Entrevista ao Jornal da República e Dados Biográficos da UFRJ.
Por Robson Talber @robsontalber
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