Rodoviários e empresários se encontram amanhã para segunda rodada de negociação sobre dissídio da categoria

Presidente do sindicato afirma que  Infraestrutura para atender os profissionais nos pontos finais e terminais de ônibus é péssima 

Rodoviários e empresários se encontram amanhã para segunda rodada de negociação sobre dissídio da categoria

A direção do Sindicato dos Rodoviários tem encontro marcado amanhã, às 10h, na sede do Rio Ônibus, com empresários do setor  para discutirem as reivindicações da categoria em relação ao dissídio dos cerca de 20 mil motoristas, mecânicos e fiscais que acontece no mês de junho.

Entre as principais exigências estão a mudança da data base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais motoristas, fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT, tíquete alimentação de mil reais, jornada de trabalho 5x2, manutenção do passe livre para a categoria, indenização dos 30 minutos do intervalo almoço, além de plano de saúde e odontológico.

Segundo o presidente do sindicato, Sebastião José, no último encontro o representante do Rio Ônibus, João Gouveia, deixou claro a impossibilidade de atender plenamente o que deseja o sindicato, já que segundo ele, a prefeitura não está honrando o acordo assinado e não está repassando integralmente os valores combinados.

- Muita coisa ainda precisa ser feita para melhorar o dia a dia da categoria. Durante 15 dias percorremos pontos finais e terminais de ônibus da cidade. A infraestrutura existente para atender a categoria é muito, mas muito falha mesmo, por exemplo:não existe um local específico e limpo para que os profissionais façam suas refeições, bebedouros com água gelada só em sonho, e os banheiros quando existem são inutilizáveis. Isso tudo precisa ser revisto, até porque o trabalhador não precisa apenas de um salário decente, ele também necessita de condições dignas para trabalhar - afirma Sebastião.

O presidente da entidade destacou ainda que as empresas e consórcios afirmam que não existem motoristas qualificados, mas na verdade são eles que não querem pagar um salário que corresponda a um profissional que tem a responsabilidade de transportar diariamente milhares de usuários, e que precisa ter a tranquilidade de que ao final do mês receberá um salário correspondente. 

- Não tenho dúvida que se eles, empresários, oferecerem um salário dentro da realidade e condições de trabalho, a fila na porta das garagens será enorme - disse.

Por Ultima Hora em 29/04/2026
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