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Mudança estratégica no governo Castro visa fortalecer alianças para 2026
O governador Cláudio Castro prepara uma reformulação em seu secretariado que pode redefinir o cenário político da Baixada Fluminense. A saída de Felipinho Ravis da Secretaria de Trabalho e Renda para dar lugar a Rogério Lisboa representa mais que uma simples troca de comando - é uma jogada calculada pensando nas eleições de 2026.
A confirmação veio do próprio Felipinho Ravis durante o Arraiá D'Ajuda, em Nova Iguaçu, quando questionado sobre os rumores que já circulavam nos corredores da Alerj.
"Por mim, tudo bem, qualquer decisão eu aceito", declarou o deputado do Solidariedade, demonstrando o pragmatismo político que marca essas transições de poder. A festa beneficente, que mobiliza milhares de pessoas em prol do Centro Social São Vicente, serviu como cenário para essa revelação que promete agitar os bastidores políticos fluminenses.
Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu por dois mandatos, estava há seis meses afastado do cenário político após deixar a prefeitura para seu sucessor, Dudu Reina.
Atualmente abrigado na Secretaria-Geral do Progressistas no Rio, ele aguardava uma oportunidade de retorno ao primeiro escalão do governo estadual. Sua nomeação não é apenas um favor político, mas uma estratégia bem orquestrada para fortalecer a candidatura de Rodrigo Bacellar ao governo do estado em 2026.
A movimentação revela a complexa engenharia política que Castro está construindo para manter sua influência no cenário estadual. Com Lisboa no comando da Secretaria de Trabalho e Renda, o governador ganha um aliado experiente na Baixada Fluminense, região estratégica para qualquer projeto político no Rio de Janeiro.
Além disso, a pasta oferece oportunidades para acomodar candidatos derrotados nas últimas eleições municipais, criando uma rede de apoio que pode ser decisiva nas próximas disputas.
O futuro político de Rogério Lisboa também está sendo desenhado com precisão cirúrgica.
Ele tem duas opções claras para 2026: concorrer como suplente de Cláudio Castro na disputa por uma das vagas do Senado ou buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa para fortalecer a bancada do Progressistas na Baixada. Ambas as alternativas demonstram como o partido está se preparando para manter sua influência regional, independentemente dos resultados eleitorais futuros.
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