Saiba quem são os 5 candidatos a presidente nacional do PT

Edinho Silva, Rui Falcão, Romênio Pereira, Valter Pomar e Washington Quaquá disputam o cargo em eleição direta com filiados do partido em 6 de julho

Saiba quem são os 5 candidatos a presidente nacional do PT

Após 12 anos, o Partido dos Trabalhadores retoma o formato de eleições diretas com votos dos filiados para escolher seu novo presidente nacional. Cinco candidatos de perfis distintos disputam o cargo, com o primeiro turno marcado para 6 de julho e um possível segundo turno no dia 20 do mesmo mês.

A disputa tende a se polarizar entre o deputado Rui Falcão (SP) e o ex-prefeito de Araraquara (SP) Edinho Silva, embora outros três nomes também estejam na corrida: Romênio Pereira, Valter Pomar e Washington Quaquá.

Quem são os candidatos

Edinho Silva
59 anos
Formado em ciências sociais pela Unesp e mestre em engenharia de produção pela UFSCar
Foi prefeito de Araraquara em dois períodos: 2001-2008 e 2017-2024
Ministro da Secretaria de Comunicação Social no governo Dilma (2015-2016)
Candidato pela corrente CNB (Construindo um Novo Brasil), ala majoritária do PT
Conta com apoio do presidente Lula em conversas com aliados
Defende ampliação das alianças políticas do governo: "Precisamos construir alianças políticas amplas, mas mantendo nossa identidade e protagonismo"

Rui Falcão
81 anos
Formado em direito pela USP
Deputado federal por São Paulo e ex-deputado estadual
Já presidiu o PT em duas ocasiões: 1993-1994 e 2011-2017
Independente na disputa, mas com ligações com a corrente Novo Rumo
Apoiado pelo MST e por alas da esquerda do partido, como a DS (Democracia Socialista)
Critica o que chama de tentativa de "despolarização", que poderia empurrar o partido para o centro
Defende reconexão do PT com sua base social e apoia o projeto que altera a escala de trabalho 6x1

Romênio Pereira
65 anos
Um dos fundadores do PT em 1980
Atual secretário de Relações Internacionais do partido
Alinhado à corrente Movimento PT, com apoio de dirigentes locais especialmente na região Norte
Defende que o partido fortaleça sua atuação nos pequenos e médios municípios, não apenas no cenário nacional

Valter Pomar
58 anos
Formado em história e doutor em história econômica pela USP
Dirigente nacional do PT
Representa a corrente Articulação de Esquerda
Bem-visto por grupos que defendem o retorno à pauta socialista e reformas estruturais
Afirmou que o PT está ameaçado não só pelos "inimigos", mas também por "erros e insuficiências" do próprio partido

Washington Quaquá
54 anos
Prefeito de Maricá (RJ)
Licenciou-se do cargo de deputado federal em 2024 para disputar as eleições municipais
Vice-presidente do partido
Integra uma dissidência da CNB, chamada Nova CNB-Favela
Pretende dialogar com Romênio Pereira e Rui Falcão sobre possível aliança em eventual segundo turno
Defende manter o legado de Gleisi Hoffmann, atual ministra das Relações Institucionais
Tem posições políticas controversas, como a defesa dos irmãos Brazão, acusados no caso Marielle Franco

Contexto da eleição

O PT diz contar com quase 3 milhões de filiados, dos quais poderão participar da votação todos que aderiram à legenda até 28 de fevereiro de 2025. Nos pleitos anteriores, realizados em 2017 e 2019, Gleisi Hoffmann foi eleita e reeleita presidente do PT com apoio de Lula, por meio de votação híbrida.

Desde março de 2025, quando Gleisi deixou o cargo para se tornar ministra no governo Lula, o partido é presidido interinamente pelo senador Humberto Costa (PE), alinhado a grupos da CNB que resistem a Edinho Silva.

A corrente CNB, majoritária no partido, vive uma disputa interna pelo controle de secretarias importantes, especialmente nas áreas de finanças e comunicação, por onde circula a maior parte dos recursos dos fundos partidário e eleitoral.

Próximos passos

Washington Quaquá lançará oficialmente sua candidatura em 13 de maio, às 18h, no Circo Voador, na Lapa, bairro do Rio de Janeiro. Edinho Silva ainda não registrou sua candidatura oficialmente.

O processo eleitoral, denominado PED 2025 (Processo de Eleição Direta), representa um retorno ao formato de eleições diretas com votos dos filiados após 12 anos de hiato.

Por Ultima Hora em 13/05/2025
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