Secretário de Educação do Rio, Ferreirinha manda professora 'se retirar' de reunião e viraliza nas redes, ASSISTA

'Você não é obrigada a ser professora', diz Ferreirinha em reunião

Quando o gestor público esquece que trabalha para o povo, "Pode levantar e sair", diz secretário para docente

Pessoal, vocês já viram aquele meme do cachorrinho sentado no meio do incêndio dizendo "está tudo bem"? Pois é, parece que o secretário municipal de Educação do Rio, Renan Ferreirinha, está vivendo essa situação na vida real.

Durante uma reunião com professores da rede municipal, o homem protagonizou uma cena que já está bombando nas redes sociais - e não pelos motivos certos. Quando uma professora fez uma pergunta super legítima sobre a não efetivação de colegas no Diário Oficial (dez meses após o fim do estágio probatório, gente!), Ferreirinha decidiu que a melhor resposta seria... mandar ela embora.

"Você não é obrigada a estar aqui. Pode muito bem levantar e seguir super tranquilo. Você não é obrigada a, por exemplo, nem a ser professora", disse o secretário, com aquele tom de quem acha que está fazendo um favor imenso só por estar ali.

Como diz minha tia: "quem não quer ouvir verdades, não deveria trabalhar com gente". E Ferreirinha claramente não aprendeu essa lição ainda.

O sindicato não deixou passar

O Sepe-RJ não perdoou e divulgou o vídeo que já virou viral. Em nota de repúdio, o sindicato disse que a Secretaria "mantém como prática não admitir críticas, não promover o diálogo verdadeiro e nem buscar soluções".

É aquela história: "quem não deve, não teme". Se a gestão estivesse fazendo um trabalho impecável, por que tanta alergia a perguntas simples?

A justificativa que não colou

Depois da repercussão, Ferreirinha tentou se explicar dizendo que tem "muito respeito pelo trabalho da professora" e que o vídeo foi editado para "criar uma falsa polêmica". Segundo ele, o evento era um "momento de acolhimento" para servidores.

Mas como diz o ditado: "desculpa de mau pagador é sempre a mesma". Se era realmente um momento de acolhimento, por que a reação foi tão hostil a uma pergunta legítima sobre direitos trabalhistas?

O secretário ainda fez questão de destacar que esse tipo de evento "nunca havia sido realizado na Secretaria", como se isso justificasse tratar mal os profissionais. É tipo dizer: "olha, eu fiz algo inédito, então posso ser grosso com vocês".

Não é a primeira vez que isso acontece

Esta não é a primeira polêmica de Ferreirinha. Em fevereiro, durante um evento sobre educação especial, uma mãe de criança atípica tomou o microfone para denunciar problemas na escola do filho - falta de transporte escolar e de mediador.

Como dizem: "uma vez é acaso, duas vezes é coincidência, três vezes é padrão". E estamos caminhando para o padrão aqui.

A educação que a gente merece

No fim das contas, se um secretário de Educação não consegue lidar com questionamentos de professores de forma civilizada, como podemos esperar que ele gerencie uma rede de ensino inteira?

A professora estava exercendo seu direito - e dever - de cobrar transparência. Afinal, como diz o povo: "dinheiro público tem dono, e o dono somos nós".

Para Ferreirinha, fica a dica: da próxima vez que alguém fizer uma pergunta "inconveniente", lembre-se de que você trabalha para servir o povo, não para ser servido por ele. Como minha avó sempre dizia: "se não aguenta o tranco, não sobe no ringue".

E para nós, fica o lembrete de que precisamos cobrar mais dos nossos gestores. Porque educação não é favor, é direito. E quem trabalha na educação pública merece respeito, não desaforo.

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Por Ultima Hora em 02/07/2025
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