Assine nossa newsletter e fique por dentro de tudo que rola na sua região.
Deputado do PL avança 19,7 pontos em dois meses enquanto ex-prefeito registra queda na preferência eleitoral

O Rio de Janeiro assiste a uma movimentação considerável no seu mapa político. Entre março e abril deste ano, pesquisas de institutos consagrados revelam um cenário em transformação na disputa pela governança fluminense. Dados da Real Time Big Data, registrados sob o número TSE-04191/2026, e do instituto Verita, com número de registro TRE-03394/2026, indicam um processo de polarização que ganha contornos mais nítidos conforme a campanha se aproxima.
Em março, quando a Real Time Big Data ouviu dois mil eleitores, o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) liderava com folga a preferência do eleitorado. À época, o candidato do estabelecimento acumulava 49,7% das intenções de voto. O deputado Douglas Ruas (PL) aparecia com 13%, enquanto William Siri, do PSOL, registrava apenas 3% entre os entrevistados. O cenário sugeria um domínio praticamente incontestável da candidatura do PSD.
A virada que ninguém esperava
Apenas um mês depois, o quadro tinha mudado drasticamente. A pesquisa Verita, divulgada na segunda semana de abril, apresentou números que surpreenderam analistas políticos. Paes recuou para 46%, uma queda de 3,7 pontos percentuais em apenas trinta dias. Mais expressivo ainda: Douglas Ruas saltou de 13% para 32,7%, um avanço de 19,7 pontos que consolida o maior movimento absoluto entre os candidatos. William Siri, por sua vez, conseguiu triplicar sua votação, crescendo de 3% para 8,2% — um ganho proporcional de 5,2 pontos que revela força naquele segmento do eleitorado.
A volatilidade observada entre os dois levantamentos reflete uma dinâmica eleitoral particularmente instável. A campanha ainda não havia oficialmente começado — o que faz estes números ganharem ainda mais significado como indicadores de tendência. Eduardo Paes, apesar da queda, mantém a liderança, mas seu confortável colchão de 36 pontos sobre Ruas em março transformou-se em uma diferença bem mais apertada de 13,3 pontos dois meses depois.
O cenário que o Brasil reconhecerá
O que ocorre no Rio de Janeiro ao longo deste ano se desenha como reflexo fiel do que deve acontecer em escala nacional na disputa presidencial. Assim como a campanha nacional opõe forças progressistas e conservadoras, a corrida pelo Palácio Guanabara abre-se como um embate entre projetos políticos claramente antagônicos. Paes, ainda que historicamente tenha mantido certa fluidez nas alianças, posiciona-se como o nome do establishment de centro-esquerda. Ruas, por sua vez, representa a força conservadora que ganhou capilaridade no estado especialmente após o afastamento do apoio bolsonarista ao ex-prefeito carioca.
O crescimento de Siri também não deve ser desconsiderado. O candidato do PSOL experimenta dinâmica que sugere potencial de consolidação entre eleitores mais à esquerda, criando possibilidades de competição em um segmento que, tradicionalmente, convergeria para o candidato da coligação mais progressista. A trajetória do voto petista e de esquerda será crucial para definir os rumos finais desta disputa.
Incertezas que estruturam a campanha
Há, contudo, um fator determinante que paira sobre toda esta movimentação: a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o formato exato da eleição. O tribunal precisou arbitrar uma situação complexa relacionada aos mandatos na Assembleia Legislativa, abrindo caminho para que a cúpula estadual da política fluminense aguardasse pronunciamentos que ainda estavam em curso quando estas pesquisas foram realizadas. Essa nebulosidade institucional, paradoxalmente, pode ter contribuído para a volatilidade registrada nos números.
Independentemente de qual seja a trajetória final desta disputa, está claro que o Rio de Janeiro segue como palco de uma luta política de alta intensidade. Os números não mentem: em menos de dois meses, as proporções se alteraram suficientemente para colocar sobre a mesa a possibilidade real de uma competição verdadeiramente acirrada.
Fontes:
Real Time Big Data, pesquisa divulgada em 11 de março de 2026 (Registro TSE-04191/2026)
Instituto Verita, pesquisa divulgada em 08 de abril de 2026 (Registro TRE-03394/2026)
Gazeta do Povo — “Real Time Big Data: pesquisa para governador do Rio de Janeiro” (11/03/2026)
O Globo — “Douglas Ruas antecipa embate com Paes e diz que também será candidato” (27/03/2026)
Veja — “Eduardo Paes lidera corrida ao governo do RJ com mais de 30 pontos de vantagem” (11/03/2026)
CNN Brasil — “Real Time Big Data: Paes lidera cenários de primeiro turno no RJ” (11/03/2026)
#RiodeJaneiro #Eleições2026 #EduardoPaes #DouglasRuas #WilliamSiri #PesquisaEleitoral #Política #Governador #CenárioPolítico #PalácioGuanabara
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!