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A Baixada viveu uma semana de pressão total contra o crime. O 20º BPM — comandado pelo coronel Perry Souza e responsável por Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis — e o 39º BPM, sob o comando do coronel Lima em Belford Roxo, intensificaram operações que mexeram com a rotina das comunidades, mas também reforçaram a sensação de que o Estado está presente e atuante.
As ações, realizadas com apoio de unidades especializadas, miraram acessos dominados por criminosos, retiraram fuzis, pistolas, drogas e materiais usados na estrutura do tráfico. Foi um movimento coordenado que, para muitos moradores, trouxe o primeiro respiro em dias.
O efeito nas comunidades veio em duas direções.
De um lado, as críticas:
• Circulação travada — Em trechos de Nova Iguaçu e Mesquita, moradores relataram dificuldade para ir ao trabalho por causa de vias isoladas durante os confrontos.
• Comércio acuado — Lojistas de Nilópolis tiveram de fechar as portas mais cedo, receosos de que a operação pudesse tensionar o entorno.
• Medo de represália — Em Belford Roxo, parte da população ficou apreensiva com possíveis reações de criminosos após a passagem das equipes.
Mas, do outro lado, veio o reconhecimento — e ele ecoou forte:
• Alívio imediato — A retirada de armamento pesado em áreas de Nova Iguaçu e Mesquita foi comemorada por moradores. “A rua ficou mais leve”, contou um morador da região da Posse.
• Retomada de espaços — Em Mesquita, uma mãe disse que finalmente conseguiu levar o filho à escola sem medo graças à presença reforçada das equipes do coronel Perry Souza.
• Redução de intimidação — Em Belford Roxo, comerciantes relataram que puderam circular sem serem barrados por olheiros armados, reflexo direto das ações do 39º BPM comandado pelo coronel Lima.
Apesar do impacto momentâneo na rotina, a avaliação geral foi de saldo positivo. Os batalhões conseguiram tocar operações firmes, bem articuladas e com resultados concretos — um recado direto para os grupos armados que tentam transformar regiões da Baixada em território próprio.
O comando da PM já avisou que o ritmo não vai diminuir. As ações continuam nos próximos dias, com a estratégia de manter o cerco fechado e ampliar a presença em áreas sensíveis. Para muitos moradores, esse tipo de operação não apenas combate o crime, mas devolve algo essencial: a sensação de que a Baixada não está abandonada.
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