Sindicato dos Vigilantes denuncia substituição ilegal de profissionais de segurança por OSs em hospitais federais municipalizados do Rio de Janeiro

Sindicato dos Vigilantes denuncia substituição ilegal de profissionais de segurança por OSs em hospitais federais municipalizados do Rio de Janeiro

O Sindicato dos Vigilantes do Município do Rio de Janeiro (SINDVIGRIO) vem a público denunciar a tentativa de substituição ilegal e indevida dos profissionais de segurança privada (vigilantes) por funcionários de portaria, vinculados a Organizações Sociais (OSs), nos hospitais federais Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, e Andaraí, ambos atualmente sob gestão da Prefeitura do Rio de Janeiro, após processo de municipalização.

A substituição, prevista para ocorrer a partir de 1º de julho de 2025, representa uma grave afronta à Lei Federal nº 14.967/2024, que regula a atividade de segurança privada no Brasil. Segundo a legislação, a proteção física de estabelecimentos hospitalares e áreas sensíveis só pode ser exercida por vigilantes formados, habilitados e autorizados pela Polícia Federal.

A gestão dessas novas contratações está sendo entregue a Organizações Sociais (OSs), que não possuem competência legal para operar serviços de segurança privada, nem estão autorizadas pela Polícia Federal para exercer essa função. Trata-se de uma violação flagrante da lei, que coloca em risco a integridade de pacientes, servidores, visitantes e do patrimônio público.

O SINDVIGRIO já protocolou, no dia 25 de junho de 2025, ofícios formais aos hospitais Cardoso Fontes e Andaraí, solicitando audiência imediata e apresentando documentação técnica que comprova a ilegalidade da substituição. Também foi fixado prazo de 48 horas para manifestação oficial, sob pena de o sindicato tomar medidas judiciais emergenciais, inclusive com pedido de tutela de urgência, a fim de manter os vigilantes legalmente habilitados nos postos de trabalho.

A substituição de profissionais de segurança por agentes de portaria sem formação e sem autorização da Polícia Federal representa não apenas uma irregularidade jurídica, mas também um risco concreto à segurança e à ordem pública, além de precarizar o serviço público num setor vital como a saúde.

O sindicato reafirma sua disposição de diálogo, mas não hesitará em recorrer à Justiça para garantir o respeito à legislação, à segurança institucional e aos direitos da categoria.

Sindicato dos Vigilantes do Município do Rio de Janeiro – SINDVIGRIO

Por Ultima Hora em 27/06/2025
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