SUS anuncia novas diretrizes para diagnóstico e tratamento da asma

SUS anuncia novas diretrizes para diagnóstico e tratamento da asma

O Sistema Único de Saúde (SUS) publicou uma atualização no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da asma, trazendo mudanças importantes para diagnóstico, acompanhamento e tratamento da doença em todo o país.

Entre as principais novidades está a ampliação das opções de tratamento para pacientes com asma grave, incluindo novos medicamentos imunobiológicos. Além do omalizumabe e do mepolizumabe, já conhecidos no tratamento da doença, o novo protocolo passa a incluir o benralizumabe e o dupilumabe, além da ampliação do uso do mepolizumabe para crianças.

As mudanças seguem recomendações internacionais da Global Initiative for Asthma (GINA) 2025 e reforçam que o tratamento não deve ser baseado apenas no uso de broncodilatadores de alívio.

Especialistas destacam que, nos casos leves e moderados, o uso isolado de corticoide inalatório não é mais considerado suficiente. A nova recomendação orienta a utilização combinada de corticoides com broncodilatadores para melhorar o controle da doença e reduzir crises.

Segundo o pneumologista Emilio Pizzichini, coordenador da Comissão de Asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), muitos pacientes ainda utilizam apenas a ‘bombinha’ broncodilatadora e deixam de usar o anti-inflamatório corretamente, o que compromete o tratamento.

O novo protocolo também reforça a importância da espirometria para confirmação do diagnóstico, já que sintomas como falta de ar, chiado, tosse e aperto no peito podem ser confundidos com outras doenças respiratórias.

Dados apresentados no documento mostram que a asma continua sendo um importante problema de saúde pública no Brasil. Apesar da redução nas internações nos últimos anos, a doença ainda registra cerca de seis mortes por dia no país.

O protocolo destaca ainda que a atenção primária terá papel fundamental no acompanhamento contínuo dos pacientes, na identificação precoce de sintomas e no encaminhamento para serviços especializados.

Entre os desafios apontados por especialistas estão o uso incorreto de inaladores, dificuldades de adesão ao tratamento, falta de centros especializados para asma grave e o uso excessivo de corticoides sem orientação médica.

Mesmo com a aprovação das novas diretrizes, alguns medicamentos ainda não estão disponíveis no SUS. O Ministério da Saúde informou que os processos de aquisição e distribuição estão em andamento.

Fonte: G1

Por Ultima Hora em 13/05/2026
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