TCE-RJ reprova contas de prefeito de Seropédica por déficit de R$ 34,3 milhões

Ex-vereador pede afastamento de prefeito após parecer negativo do TCE

TCE-RJ reprova contas de prefeito de Seropédica por déficit de R$ 34,3 milhões

Professor Lucas enfrenta pedido de impeachment após parecer unânime do Tribunal de Contas sobre exercício de 2023

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) emitiu parecer unânime pela reprovação das contas de 2023 do prefeito de Seropédica, Professor Lucas (PP), revelando um cenário financeiro preocupante no município da Baixada Fluminense. Segundo o relatório elaborado pelo então conselheiro José Maurício Nolasco, a gestão municipal apresentou déficit de R$ 34,3 milhões, além de desrespeitar limites legais de gastos com pessoal e demonstrar grave desequilíbrio financeiro.

O parecer técnico do TCE-RJ aponta irregularidades que comprometem a sustentabilidade fiscal do município e violam princípios fundamentais da administração pública. O desrespeito ao limite de gastos com pessoal, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, representa uma das infrações mais graves identificadas pelos auditores. O desequilíbrio financeiro evidenciado nas contas municipais sinaliza gestão inadequada dos recursos públicos e pode comprometer a capacidade de investimento em serviços essenciais à população.

Com a decisão do TCE-RJ, o processo agora segue para julgamento na Câmara de Vereadores de Seropédica, que terá a palavra final sobre a aprovação ou rejeição definitiva das contas municipais. Paralelamente, o ex-vereador Huguinho (Republicanos) intensificou a pressão política contra o prefeito, ingressando na Justiça com pedido de afastamento por improbidade administrativa e protocolando formalmente um pedido de impeachment na Câmara Municipal.

"Com as contas rejeitadas pelo TCE, o prefeito não pode continuar no cargo. Em 2023 eu era vereador e tenho o dever de defender Seropédica", declarou Huguinho, justificando suas ações como defesa dos interesses municipais. O ex-parlamentar argumenta que a reprovação das contas pelo órgão de controle externo configura motivo suficiente para o afastamento imediato do chefe do Executivo municipal, baseando-se em princípios de probidade administrativa e responsabilidade fiscal.

O caso ganha contornos ainda mais complexos considerando que Huguinho foi cassado em 2024 por suposta infração político-administrativa, situação que ele contesta veementemente. O ex-vereador afirma ter sido vítima de perseguição política, sugerindo que sua cassação estaria relacionada à sua postura de oposição ao governo municipal. Essa alegação adiciona uma dimensão de disputa política local ao processo, onde acusações e contra-acusações se misturam com questões técnicas de gestão fiscal e administrativa.

Via Diálogo Sem Rodeios

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Por Ultima Hora em 14/07/2025
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