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Da Flórida para o STF: o homem quer notificar ministro por e-mail e acha que o planeta é extensão da Casa Branca — mas lei, tratado e soberania não funcionam no modo “eu mando”
Trump voltou ao palco como quem entra num bar achando que é dono da música, do garçom e até da mesa do vizinho. Dessa vez, o enredo é daqueles que só a política internacional consegue produzir: empresa americana pedindo para “notificar” ministro do STF por e-mail, como se fosse cobrança de boleto atrasado.
E aí o mundo olha e pergunta: “ele tá achando que o Brasil é o quê? Um bairro de Miami?”
Porque vamos combinar: lei americana não é lei universal, e o planeta não funciona no modo “Trump Premium”. Existe uma palavrinha que ele finge não conhecer: soberania. O Brasil tem leis, Justiça e regras próprias. Os EUA também. E entre os dois existe um detalhe chato chamado tratado internacional, tipo a Convenção de Haia, que regula como se faz notificação entre países — não é no improviso, não é no grito, não é no “manda aí no Gmail”.
No fim, a tentativa vira o retrato do trumpismo: muita pose, muito holofote, pouca noção jurídica. Ele quer ser o “xerife do mundo”, mas está mais pra aquele síndico que tenta multar o vizinho do prédio ao lado.
E o mais engraçado é que o discurso é sempre o mesmo: “liberdade”, “censura”, “democracia”… Só que, quando não é do jeito dele, ele apela pra tribunal, ameaça, pressão e espetáculo.
Trump não quer só mandar nos EUA. Ele quer mandar no planeta inteiro — mas o mundo real não funciona com “freio de mão puxado” e ego acelerado.
Resumo da ópera: quer governar a América… e administrar o quintal dos outros. Só esqueceu que o Brasil não é colônia, e ministro do STF não responde notificação como se fosse cadastro de rede social.
Por: Arinos Monge.
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